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13º OLHAR DE CINEMA | Greice, de Leonardo Mouramateus (Idem, 2024)
Greice ironiza Portugal a partir da ótica brasileira, e abraça a cultura e o sotaque cearense através de uma personagem única. Desde os primeiros minutos, Leonardo Mouramateus estabelece que a imprevisibilidade é o maior atributo de Greice , tanto da narrativa quanto da própria personagem que a nomeia. Todo o mistério calmamente construído por toda a cena inicial, que junta pedaços e se desenvolve à medida que o filme avança, brinca com a desconfiança do público em relação ao

Henrique Debski
25 de jun. de 20243 min de leitura


13º OLHAR DE CINEMA | A Mensageira, de Cláudio Marques (Idem, 2024)
A Mensageira discute o aparelhamento da Justiça e a corrupção no Poder Judiciário através de thriller lento e angustiante. Logo em sua primeira cena, A Mensageira já coloca o espectador diante do dilema moral encarado pela protagonista Íris (vivida por Clara Paixão), uma oficial de justiça que acredita na eficiência da lei e no poder Judiciário. No cumprimento de um mandado, o diretor Claudio Marques a filma parada, assistindo à destruição de moradias populares de uma comunid

Henrique Debski
21 de jun. de 20243 min de leitura


13º OLHAR DE CINEMA | Caixa de Areia, de Lucas Azémar e Charlotte Cherici (Bac a Sable, 2024)
Na imensidão da Caixa de Areia que é o ambiente do GTA RP, Charlotte Cherici e Lucas Azémar documentam as vidas virtuais de pessoas reais. Antes de um eficiente documentário existencialista, Caixa de Areia é uma grande prova do potencial de exploração dos videogames sob uma ótica cinematográfica. Na intenção de buscar documentar a comunidade de um servidor online de GTA RP (uma modificação do jogo que permite um modo “role play”, ou “vida real”), a dupla de diretores Charlott

Henrique Debski
20 de jun. de 20243 min de leitura


13º OLHAR DE CINEMA | Eu Não Sou Tudo Aquilo que Quero Ser, de Klára Tasovská (Ještě Nejsem, Kým Chci Být, 2024)
Através das fotografias da própria biografada, Klára Tasovská arrisca na forma de seu documentário sobre Libuse Jarcovjakova. Entre todas as formas possíveis de se apresentar e debater a persona e o trabalho da fotógrafa tcheca Libuse Jarcovjakova, creio que a diretora Klára Tasovská encontrou, em Eu Não Sou Tudo Aquilo que Quero Ser , o meio ideal: um retrato contado por e pela própria biografada, através de sua arte. Longe das engessadas entrevistas em frente à câmera, a

Henrique Debski
19 de jun. de 20243 min de leitura


XX FANTASPOA | O Desconvidado, de Devin Lawrence (The Disinvited, 2024)
O Desconvidado estende o sentimento de insegurança dos personagens para o espectador, ao adotar a visão de uma pessoa pouco confiável.

Henrique Debski
17 de mai. de 20243 min de leitura


XX FANTASPOA | Haunted Ulster Live, de Dominic O'Neill (Idem, 2024)
A casa assombrada de Haunted Ulster Live castiga, através do humor e do terror, o jornalismo sensacionalista.

Henrique Debski
16 de mai. de 20243 min de leitura


XX FANTASPOA | Filha do Sol, de Ryan Ward (Daughter of the Sun, 2024)
A Filha do Sol busca por um lugar no mundo ao lado de seu pai, em um emocionante drama que abraça a fantasia de maneira sutil, mas de coraçã

Henrique Debski
9 de mai. de 20244 min de leitura


XX FANTASPOA | Escuta Bem, de Ryan Barton-Grimley (Listen Carefully, 2024)
Escuta Bem funciona ao induzir ansiedade, mas sua dinâmica repetitiva abala a confiança do espectador.

Henrique Debski
7 de mai. de 20243 min de leitura


XX FANTASPOA | As Formas Complexas, de Fabio D’Orta (The Complex Forms, 2024)
Em meio a um formalismo exagerado, As Formas Complexas impressiona pelo visual, mas pouco consegue dizer com sua narrativa. A beleza estética de As Formas Complexas é certamente sua maior virtude. Ao contrário dos genéricos longas de possessão que meramente reproduzem a atmosfera estabelecida por Friedkin em O Exorcista , a obra italiana dirigida por Fabio D’Orta propõe uma visão diferenciada dentro da temática, ao uni-la com diferentes subgêneros do terror, através de inseto

Henrique Debski
3 de mai. de 20243 min de leitura


XX FANTASPOA | All You Need is Blood, de Cooper Roberts (Idem, 2024)
O cinema de terror recebe sua carta de amor com All You Nedd is Blood , uma paródia sobre amadurecimento com zumbis e que abraça os filmes B. Na recente onda das “cartas de amor ao cinema”, muitos diretores revelaram suas maiores paixões pela Sétima Arte através de dramas intimistas que, por meio de personagens fictícios, falavam muito sobre eles. O que não foi visto, porém, é esta carta de amor direcionada ao cinema de terror. Digo, não foi visto até agora, pois All You Ne

Henrique Debski
2 de mai. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Luiz Melodia – No Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan (Idem, 2024)
No Coração do Brasil explora bem o vasto repertório musical de Luiz Melodia, enquanto um bom tributo ao artista.

Henrique Debski
19 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Copa de 71, de Rachel Ramsay e James Erskine (Copa 71, 2024)
Desenterrando as memórias de uma história nunca contada, Copa de 71 explora o preconceito de gênero no esporte durante o século XX.

Henrique Debski
18 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | A Senhora das Flechas, de Heidi Specogna (The Lady With the Arrows, 2024)
A Senhora das Flechas celebra a importância de Claudia Andujar à população Yanomami, e mostra que seu legado está mais vivo do que nunca. O ativismo da fotógrafa suíça Claudia Andujar para os direitos indígenas e a demarcação de suas terras vai muito além de todo o seu trabalho na fotografia. Em uma excelente maneira de espalhar a necessidade das palavras de proteção dos povos originários brasileiros ao mundo, suas atuações, artísticas e ativistas, se fundem de tal forma que

Henrique Debski
17 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Zinzindurrunkarratz, de Oskar Alegria (Idem, 2024)
Em Zinzindurrunkarratz, Oskar Alegria nos oferece uma viagem ao passado pelo olhar do presente, em uma jornada pessoal de reconstituição da

Henrique Debski
15 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Verissimo, de Angelo Defanti (Idem, 2024)
Com Verissimo , Angelo Defanti acompanha a personalidade reservada de Luis Fernando Veríssimo em uma oportunidade de conhece-lo em seu dia-a-dia. Durante toda esta cobertura do 29º Festival É Tudo Verdade, tenho dito muito sobre o como é difícil falar sobre pessoas ou temas dos quais pouco conhecemos. Talvez a parte mais difícil disto, para nós, seres humanos, seja admitir o desconhecimento de algo, sobretudo nestes tempos em que todo o conhecimento está facilmente em nossas

Henrique Debski
12 de abr. de 20242 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | O Relatório da Revolta de 1967, de Michelle Ferrari (The Riot Report, 2024)
Michelle Ferrari relembra a existência do relatório elaborado pela Comissão Kerner em 1968, usando o passado para falar do presente.

Henrique Debski
11 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Fernanda Young – Foge-me ao Controle, de Susanna Lira (Idem, 2024)
Foge-me ao Controle é um convite para conhecer Fernanda Young em um documentário tão autêntico quanto a pessoa biografada.

Henrique Debski
10 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Lampião, Governador do Sertão, de Wolney Oliveira (Idem, 2024)
Em Governador do Sertão , Wolney Oliveira faz um importante apanhado histórico sobre a persona e o legado de Lampião, mesmo que se atrapalhe na cronologia. Todo brasileiro, onde quer que esteja, já ouviu falar de Virgulino Ferreira da Silva, senão por este nome, certamente por sua alcunha, Lampião. O mais conhecido cangaceiro do Brasil, tornou-se famoso por seus feitos criminosos, pelo enfrentamento às autoridades da época e sobretudo pela astúcia como líder, aos poucos conqu

Henrique Debski
9 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Anna Mariani – Anotações Fotográficas, de Alberto Renaut (Idem, 2024)
O documentário de Alberto Renault é importante em apresentar o trabalho de Anna Mariani, mas torna-se cansativo por ser repetitivo demais.

Henrique Debski
8 de abr. de 20243 min de leitura


12ª Mostra Tiradentes SP | Eros, de Rachel Daisy Ellis (Idem, 2024)
Em Eros , alguns casais flexibilizam sua intimidade em prol da construção de uma imagem dos motéis no Brasil, em documentário conduzido por Rachel Daisy Ellis. O sexo, em pleno 2024, continua sendo considerado um tabu na sociedade. Mesmo que já tenhamos evoluído em relação ao debate do tema, e cada vez mais conseguido proporcionar a inclusão de todos nas discussões, ainda há muito para ser feito. Nesse contexto, quando direcionamos nossos olhares para o Brasil, nos deparamo

Henrique Debski
19 de mar. de 20243 min de leitura
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