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50ª MOSTRA DE SP | O Sentido da Vida, de Ryûsuke Hamaguchi (All of a Sudden, 2026)
★★★★★
Em O Sentido da Vida, as mais de três horas de duração passam depressa, e se convertem em uma aula sobre humanidade pelas mãos de Ryusuke Hamaguchi.

Henrique Debski
há 19 horas8 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Retorno à Buenos Aires (Ritorno a Buenos Aires, 2026)
★★★
Retorno à Buenos Aires revisita a ditadura argentina sob o olhar de um personagem que transita na zona cinzenta entre torturador e vítima.

Henrique Debski
há 2 dias6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques (Idem, 2026)
★★★½
Janaína Marques constrói sua narrativa no vale entre a realidade e a fantasia, em um ‘road movie’ de acerto de contas familiares, apartando a distância entre mãe e filha.

Henrique Debski
há 4 dias6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | A Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger (The Blood Countess, 2026)
★★½
O retorno de Ulrike Ottinger ao cinema de ficção esbanja belos visuais e conta com uma boa atuação de Isabelle Huppert, mas decepciona ao divagar sem saber o que deseja contar, ou no que pretende focar.

Henrique Debski
há 7 dias6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Tigre de Papel, de James Gray (Paper Tiger, 2026)
★★★★½
Em Tigre de Papel, James Gray novamente manifesta-se decepcionado com o sonho americano, em um mundo de injustiças no qual a honestidade é punida, e uma família fica à beira do colapso.

Henrique Debski
26 de out.8 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | London, de Márcio Picoli e Victor Di Marco (Idem, 2026)
★★★★
Vencedor do Queer Lion de Veneza, London é um drama intimista sobre se perder na própria identidade, e não encontrar-se preso a diagnósticos, rótulos ou mesmo ao corpo.

Henrique Debski
24 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | O Homem Mais Solitário da Cidade, de Tizza Covi e Rainer Frimmel (The Loneliest Man in Town, 2026)
★★★★
Tizza Covi e Rainer Frimmel mesclam ficção com realidade a partir das experiências de Alois Koch, e exploram a noção de identidade atrelada ao espaço físico.

Henrique Debski
22 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (Idem, 2026)
★★★★½
André Novais experimenta com a ficção científica e o realismo mágico em Se Eu Fosse Vivo… Vivia, longa tão divertido quanto delicado que aborda o luto sob perspectivas poéticas, em um exercício pessoal de terapia familiar entre pai e filho.

Henrique Debski
21 de out.9 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Death Has No Master, de Jorge Thielen Armand (La Muerte no Tiene Dueño, 2026)
★½
Entre simbologias vazias e uma mitologia que nunca sai do papel, Death Has No Master se arrasta para o cansaço e desperdiça uma proposta de terror decolonial reforçando estereótipos e narrativas genéricas.

Henrique Debski
21 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr (Idem, 2026)
★★★★
A Professora de Francês constrói-se a partir da claustrofobia de um aprisionamento invisível, através de lavagens cerebrais e homofobia promovida por um culto conservador, em ótima jornada de horror protagonizada por Grace Passô.

Henrique Debski
19 de out.7 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Objet A, de Ann Oren (Idem, 2026)
★★★½
Em meio a uma crise de prazer, Ann Oren aproveita de formalismos estéticos, simbologias e excentricidades para explorar um casal em jornada de reconexão.

Henrique Debski
17 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | O Filho da Puta, de Otto Guerra, Tania Anaya, Erica Maradona e Sávio Leite (Idem, 2026)
★★★★
Através da fantasia, a animação O Filho da Puta referencia Graciliano Ramos e Guimarães Rosa em divertida jornada sobre identidade pelo sertão.

Henrique Debski
16 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Summer Drift, de Aline Suter e Céline Carridroit (Virages, 2026)
★★★
Summer Drift apresenta algumas propostas formais que fogem ao óbvio, mas pouco se esquiva de uma jornada individual rasa, que beira o esquecível.

Henrique Debski
15 de out.5 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | The Arab, de Malek Bensmaïl (Idem, 2026)
★★½
The Arab se distancia de um contraponto à obra de Albert Camus, e volta sua atenção à transformação de uma Argélia através das décadas, com muitas propostas e sem saber como desenvolvê-las em conjunto.

Henrique Debski
15 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin (The Social Reckoning, 2026)
★★★
Aaron Sorkin deixa de lado o drama biográfico e faz de O Outro Lado das Redes um thriller jornalístico sobre o funcionamento dos algoritmos de redes sociais.

Henrique Debski
7 de out.7 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Blue Moon, de Richard Linklater (Idem, 2025)
Da alegria empolgante à arrogância, tristeza e tragédia, Richard Linklater, em Blue Moon , desconstrói o compositor Lorenz Hart, através de um poderoso estudo de personagem. Na abertura de Blue Moon , logo antes da primeira cena, Richard Linklater coloca duas citações em tela, parte de relatos verídicos de pessoas distintas enquanto falavam da persona retratada no filme, o genial compositor norte-americano Lorenz Hart. São elas advindas do também compositor Oscar Hammerstei

Henrique Debski
29 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | A História do Som, de Oliver Hermanus (The History of Sound, 2025)
A frieza e distância da direção de Oliver Hermanus em A História do Som torna a reunião de Paul Mescal e Josh O’Connor em drama queer uma experiência esquecível. Como já diz o ditado popular, a expectativa é a mãe da decepção. Quando de sua estreia na prestigiada competitiva de Cannes, lembro-me de que as primeiras reações para com A História do Som foram de pura decepção, especialmente por parte de amigos e colegas que cobriam o festival. E de fato, não posso julgar tal s

Henrique Debski
28 de nov. de 20255 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Idem, 2025)
Por meio da metalinguagem, Guto Parente explora o luto em Morte e Vida Madalena , e encontra no cinema uma forma de terapia e homenagem. A arte, especialmente na forma do cinema, oferece uma vastidão de possibilidades para serem exploradas ao que quer que se tenha a dizer. Enquanto alguns se voltam ao registro da vida em sua realidade, a procurando a partir do documentário, por exemplo; outros buscam refúgio na ficção para a mesma finalidade, executada de outra maneira, ou me

Henrique Debski
26 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Fiume o Morte!, de Igor Bezinovic (Idem, 2025)
Entre o contra-arquivo e a metalinguagem, Igor Bezinovic experimenta com o documentário em Fiume ou Morte! , desconstruindo a figura de Gabrielle D’Annuzio durante sua ocupação de Fiume. Outrora, até pouco depois da Primeira Guerra Mundial, parte da atual cidade de Rijeka, na Croácia, tinha outro nome: Fiume. O território, que ao longo de séculos passou de mão em mão entre governos de francos, austríacos e húngaros, foi palco de um incidente interessante logo após a primeir

Henrique Debski
25 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Idem, 2025)
Mark Jenkin acredita reinventar a roda da viagem no tempo, mas Rose of Nevada apenas recicla ideias batidas e se recusa a dar respostas para soar mais complexo do que realmente é. Já logo na primeira cena de Rose of Nevada , ao mostrar imagens da natureza até a mão do ser humano, ao redor de alguma cidade litorânea na costa britânica, sem qualquer trilha sonora ao fundo, na forma de planos bastante contemplativos durante alguns minutos, já nos oferece uma visão clara do for

Henrique Debski
20 de nov. de 20254 min de leitura
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