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50ª MOSTRA DE SP | Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques (Idem, 2026)
★★★½
Janaína Marques constrói sua narrativa no vale entre a realidade e a fantasia, em um ‘road movie’ de acerto de contas familiares, apartando a distância entre mãe e filha.

Henrique Debski
há 4 dias6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | London, de Márcio Picoli e Victor Di Marco (Idem, 2026)
★★★★
Vencedor do Queer Lion de Veneza, London é um drama intimista sobre se perder na própria identidade, e não encontrar-se preso a diagnósticos, rótulos ou mesmo ao corpo.

Henrique Debski
24 de out.6 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (Idem, 2026)
★★★★½
André Novais experimenta com a ficção científica e o realismo mágico em Se Eu Fosse Vivo… Vivia, longa tão divertido quanto delicado que aborda o luto sob perspectivas poéticas, em um exercício pessoal de terapia familiar entre pai e filho.

Henrique Debski
21 de out.9 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr (Idem, 2026)
★★★★
A Professora de Francês constrói-se a partir da claustrofobia de um aprisionamento invisível, através de lavagens cerebrais e homofobia promovida por um culto conservador, em ótima jornada de horror protagonizada por Grace Passô.

Henrique Debski
19 de out.7 min de leitura


50ª MOSTRA DE SP | O Filho da Puta, de Otto Guerra, Tania Anaya, Erica Maradona e Sávio Leite (Idem, 2026)
★★★★
Através da fantasia, a animação O Filho da Puta referencia Graciliano Ramos e Guimarães Rosa em divertida jornada sobre identidade pelo sertão.

Henrique Debski
16 de out.6 min de leitura


TIFF 51 | Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins (Idem, 2026)
Vicentina Pede Desculpas é um exercício de humanidade por Gabriel Martins, no qual Rejane Faria brilha em sua melhor atuação no cinema até então. Gabriel Martins é um diretor que, como poucos, é capaz de trabalhar emoções perante a câmera de maneiras incrivelmente singulares. Em No Coração do Mundo, co-dirigido na companhia do irmão, Maurílio, investe seu olhar a uma classe média baixa que não encontra oportunidades de ascender socialmente, presos à periferia das cidades como

Henrique Debski
15 de set.8 min de leitura


CRÍTICA | Gonzaguinha: Da Maior Liberdade, de Susanna Lira (Idem, 2026)
★★★★½
Através da montagem dinâmica apenas com textos e imagens de arquivo, Susanna Lira homenageia Gonzaguinha em Da Maior Liberdade, enquanto explora o ressoar de sua voz no presente.

Henrique Debski
1 de set.7 min de leitura


CRÍTICA | Nosso Segredo, de Grace Passô (Idem, 2026)
★★★★
Ao trabalhar com luto, Nosso Segredo explora o desmoronar de uma família junto de sua residência, em uma experiência de terapia coletiva que mescla o drama à fantasia, e marca a grande estreia de Grace Passô na direção de longas.

Henrique Debski
26 de ago.7 min de leitura


30º FANTASIA FILM FESTIVAL | Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (Idem, 2026)
★★★★
Embalado por ideias absurdas, Privadas de Suas Vidas coloca a maternidade ao centro, enquanto ressignifica referências do cinema de horror do século XX e desafia convenções sociais para falar sobre o presente.

Henrique Debski
1 de ago.8 min de leitura


CRÍTICA | A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (Idem, 2026)
★★★★½
Na forma de uma grande brincadeira, Eliza Capai capta visões muito singulares de crianças sobre o mundo ao seu redor, entre a delicadeza em tratar do universo adulto e a doçura da infância.

Henrique Debski
28 de jul.4 min de leitura


CRÍTICA | Quinze Dias, de Daniel Lieff (Idem, 2026)
Com Quinze Dias, Daniel Lieff explora comédia romântica adolescente voltada à comunidade queer, com ótimo casal protagonista e de alma puramente brasileira.

Henrique Debski
26 de jun.4 min de leitura


25º TRIBECA FILM FESTIVAL | Funk, de Aly Muritiba (Idem, 2026)
Com duas grandes atuações, Funk simplifica e idealiza uma realidade conturbada, em jornada superficial que sucumbe às próprias críticas que busca formular à objetificação da mulher na indústria musical.

Henrique Debski
17 de jun.8 min de leitura


XXII FANTASPOA | Favela Amarela, de Thiago Tuchu e Nicolas Lobato (Idem, 2026)
Como o pontapé inicial de um grande universo, Favela Amarela impressiona pela qualidade visual e narrativa, como curta de horror cósmico autossuficiente que se inspira em Lovecraft para debater o racismo nas periferias brasileiras. Como um país de proporções continentais, o cinema brasileiro explora, em suas diversas frentes, inúmeras problemáticas que assolam a sociedade – muitas que se arrastam e permanecem ao longo dos séculos, sempre transformadas e adaptadas às novas r

Henrique Debski
12 de mai.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Os Infiéis, de Tomás Fleck (Idem, 2026)
Em Os Infiéis, Tomás Fleck coloca um padre entre a batina e o amor, em comédia romântica leve, que explora tradições eclesiásticas enquanto o confessionário torna-se centro de reviravoltas. Em tempos de ‘redescoberta’ das comédias românticas nos cinemas, um projeto como Os Infiéis resgata uma estética há cerca de uma década escanteada, por muito tempo aproveitada apenas em filmes para streaming ou televisão, e que agora tem sido objeto de novo interesse, especialmente ao ci

Henrique Debski
28 de abr.6 min de leitura


14ª MOSTRA DE TIRADENTES SP | Meu Tio da Câmera, de Bernard Lessa (Idem, 2026)
Abrindo a intimidade do próprio núcleo familiar, Bernard Lessa faz de Meu Tio da Câmera um belo registro de memória, até acender uma discussão política que leva a obra para outros rumos, e reflete a polarização na qual se encontra o país – e o mundo. O texto pode conter spoilers do filme . Siga com cautela, por sua conta e risco. Como bem disse minha amiga, e crítica de cinema, Carol Ballan, em um pequeno comentário no Letterboxd: todo mundo tem ou já teve um “tio da câme

Henrique Debski
1 de abr.4 min de leitura


14ª MOSTRA TIRADENTES SP | Anistia 79, de Anita Leandro (Idem, 2026)
Em Anistia 79 , Anita Leandro explora o passado a partir de registros de câmera redescobertos e digitalizados, enquanto dialoga com o presente ao conversar, cinquenta anos depois, com as pessoas retratadas e seus descendentes. A preservação da memória veio, ao longo dos anos, se mostrando como um dos (muitos) atributos da arte cinematográfica. Seja através da restauração e digitalização de acervos em película, como forma de manter vivas filmagens de outros tempos; editá-las

Henrique Debski
26 de mar.4 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Entrevista com Felipe Hintze (ator) e João Fenerich (ator e produtor), do longa "Consequências Paralelas"
Felipe Hintze e João Fenerich contam sobre a produção de Consequências Paralelas , entre os desafios da composição de seus personagens, as dinâmicas do set, os reconhecimentos, em solo brasileiro e no estrangeiro, e planos para o futuro. João Fenerich e Felipe Hintze em foto no set de Consequências Paralelas . Nesta primeira entrevista do Cineolhar, realizada durante a cobertura do IX Festival MorceGO Vermelho, tive a oportunidade de conversar com Felipe Hintze, ator, e Joã

Henrique Debski
4 de dez. de 202526 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Idem, 2025)
Por meio da metalinguagem, Guto Parente explora o luto em Morte e Vida Madalena , e encontra no cinema uma forma de terapia e homenagem. A arte, especialmente na forma do cinema, oferece uma vastidão de possibilidades para serem exploradas ao que quer que se tenha a dizer. Enquanto alguns se voltam ao registro da vida em sua realidade, a procurando a partir do documentário, por exemplo; outros buscam refúgio na ficção para a mesma finalidade, executada de outra maneira, ou me

Henrique Debski
26 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Aurora 15, de José Eduardo Belmonte (Idem, 2025)
Filmado há uma década, Aurora 15 é um exercício de cinema de gênero confuso, pensado às pressas por uma equipe e elenco talentosos, que não salvam o projeto do esquecimento. Antes do início da sessão no CineSesc, na première do filme na 49ª Mostra de São Paulo, o elenco e equipe de Aurora 15 foi à frente da sala para uma rápida apresentação da obra. O renomado produtor brasileiro Rodrigo Teixeira tomou as rédeas da idealização do projeto, e dispôs-se a explicar suas origens

Henrique Debski
15 de nov. de 20253 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Cyclone, de Flavia Castro (Idem, 2025)
Cyclone inspira-se na vida da dramaturga Maria de Lourdes Castro Pontes, e explora os desafios de uma mulher a frente de seu tempo em uma época em que viviam aprisionadas pela própria sociedade. Nem todos os dramas biográficos precisam necessariamente seguir à risca os fatos da realidade. Desde que bem estruturados, e esclarecendo desde o princípio a abordagem pretendida, de maneira livre em relação à história real, o céu torna-se o limite na condução da narrativa. Não que

Henrique Debski
7 de nov. de 20253 min de leitura
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