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XXII FANTASPOA | Os Infiéis, de Tomás Fleck (Idem, 2026)
Em Os Infiéis, Tomás Fleck coloca um padre entre a batina e o amor, em comédia romântica leve, que explora tradições eclesiásticas enquanto o confessionário torna-se centro de reviravoltas. Em tempos de ‘redescoberta’ das comédias românticas nos cinemas, um projeto como Os Infiéis resgata uma estética há cerca de uma década escanteada, por muito tempo aproveitada apenas em filmes para streaming ou televisão, e que agora tem sido objeto de novo interesse, especialmente ao ci

Henrique Debski
há 7 dias6 min de leitura


14ª MOSTRA DE TIRADENTES SP | Meu Tio da Câmera, de Bernard Lessa (Idem, 2026)
Abrindo a intimidade do próprio núcleo familiar, Bernard Lessa faz de Meu Tio da Câmera um belo registro de memória, até acender uma discussão política que leva a obra para outros rumos, e reflete a polarização na qual se encontra o país – e o mundo. O texto pode conter spoilers do filme . Siga com cautela, por sua conta e risco. Como bem disse minha amiga, e crítica de cinema, Carol Ballan, em um pequeno comentário no Letterboxd: todo mundo tem ou já teve um “tio da câme

Henrique Debski
1 de abr.4 min de leitura


14ª MOSTRA TIRADENTES SP | Anistia 79, de Anita Leandro (Idem, 2026)
Em Anistia 79 , Anita Leandro explora o passado a partir de registros de câmera redescobertos e digitalizados, enquanto dialoga com o presente ao conversar, cinquenta anos depois, com as pessoas retratadas e seus descendentes. A preservação da memória veio, ao longo dos anos, se mostrando como um dos (muitos) atributos da arte cinematográfica. Seja através da restauração e digitalização de acervos em película, como forma de manter vivas filmagens de outros tempos; editá-las

Henrique Debski
26 de mar.4 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Entrevista com Felipe Hintze (ator) e João Fenerich (ator e produtor), do longa "Consequências Paralelas"
Felipe Hintze e João Fenerich contam sobre a produção de Consequências Paralelas , entre os desafios da composição de seus personagens, as dinâmicas do set, os reconhecimentos, em solo brasileiro e no estrangeiro, e planos para o futuro. João Fenerich e Felipe Hintze em foto no set de Consequências Paralelas . Nesta primeira entrevista do Cineolhar, realizada durante a cobertura do IX Festival MorceGO Vermelho, tive a oportunidade de conversar com Felipe Hintze, ator, e Joã

Henrique Debski
4 de dez. de 202526 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Idem, 2025)
Por meio da metalinguagem, Guto Parente explora o luto em Morte e Vida Madalena , e encontra no cinema uma forma de terapia e homenagem. A arte, especialmente na forma do cinema, oferece uma vastidão de possibilidades para serem exploradas ao que quer que se tenha a dizer. Enquanto alguns se voltam ao registro da vida em sua realidade, a procurando a partir do documentário, por exemplo; outros buscam refúgio na ficção para a mesma finalidade, executada de outra maneira, ou me

Henrique Debski
26 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Aurora 15, de José Eduardo Belmonte (Idem, 2025)
Filmado há uma década, Aurora 15 é um exercício de cinema de gênero confuso, pensado às pressas por uma equipe e elenco talentosos, que não salvam o projeto do esquecimento. Antes do início da sessão no CineSesc, na première do filme na 49ª Mostra de São Paulo, o elenco e equipe de Aurora 15 foi à frente da sala para uma rápida apresentação da obra. O renomado produtor brasileiro Rodrigo Teixeira tomou as rédeas da idealização do projeto, e dispôs-se a explicar suas origens

Henrique Debski
15 de nov. de 20253 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Cyclone, de Flavia Castro (Idem, 2025)
Cyclone inspira-se na vida da dramaturga Maria de Lourdes Castro Pontes, e explora os desafios de uma mulher a frente de seu tempo em uma época em que viviam aprisionadas pela própria sociedade. Nem todos os dramas biográficos precisam necessariamente seguir à risca os fatos da realidade. Desde que bem estruturados, e esclarecendo desde o princípio a abordagem pretendida, de maneira livre em relação à história real, o céu torna-se o limite na condução da narrativa. Não que

Henrique Debski
7 de nov. de 20253 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Idem, 2025)
O Agente Secreto continua o debate de Retratos Fantasmas sobre memória e registro, em thriller político que faz do anticlímax uma reviravolta imersiva. Ambientado em uma Recife do final dos anos 1970, desde os primeiros instantes de O Agente Secreto já nos é possível notar o estabelecimento de um diálogo profundo de Kleber Mendonça Filho com alguns dos temas que vem permeando seu cinema recente. Seu último longa, o documentário Retratos Fantasmas , discorreu, com e através

Henrique Debski
4 de nov. de 20255 min de leitura


13º OLHAR DE CINEMA | O Rancho da Goiabada, ou Pois é Meu Camarada Fácil, Fácil Não é a Vida, de Guilherme Martins (Idem, 2024)
Na mistura entre ficção e realidade, Guilherme Martins coloca seu personagem nas ruas para explorar a precarização do trabalho no Brasil. É de conhecimento geral, a partir da mídia e da própria experiência de cada um como brasileiro, a noção da complexidade do trabalho no país, das desigualdades, das injustiças e das constantes crises em que nos encontramos face o mundo. Muitos possuem subempregos – as vezes nem registrados -, sem direitos, garantias ou menos ainda segurança.

Henrique Debski
28 de jun. de 20243 min de leitura


13º OLHAR DE CINEMA | Greice, de Leonardo Mouramateus (Idem, 2024)
Greice ironiza Portugal a partir da ótica brasileira, e abraça a cultura e o sotaque cearense através de uma personagem única. Desde os primeiros minutos, Leonardo Mouramateus estabelece que a imprevisibilidade é o maior atributo de Greice , tanto da narrativa quanto da própria personagem que a nomeia. Todo o mistério calmamente construído por toda a cena inicial, que junta pedaços e se desenvolve à medida que o filme avança, brinca com a desconfiança do público em relação ao

Henrique Debski
25 de jun. de 20243 min de leitura


13º OLHAR DE CINEMA | A Mensageira, de Cláudio Marques (Idem, 2024)
A Mensageira discute o aparelhamento da Justiça e a corrupção no Poder Judiciário através de thriller lento e angustiante. Logo em sua primeira cena, A Mensageira já coloca o espectador diante do dilema moral encarado pela protagonista Íris (vivida por Clara Paixão), uma oficial de justiça que acredita na eficiência da lei e no poder Judiciário. No cumprimento de um mandado, o diretor Claudio Marques a filma parada, assistindo à destruição de moradias populares de uma comunid

Henrique Debski
21 de jun. de 20243 min de leitura


CRÍTICA | Grande Sertão, de Guel Arraes (Idem, 2024)
Em uma homenagem a Guimarães Rosa, o Grande Sertão de Guel Arraes transporta o lirismo do autor para os dias de hoje. A obra do celebrado autor mineiro João Guimarães Rosa rende, até os dias de hoje, muitas discussões, sobretudo pela sagacidade de sua literatura, e brilhantismo na habilidade de contar histórias. Ao mesmo tempo, a complexidade de seus textos, nos mais diversos aspectos, os torna difíceis de adaptar para as telas de cinema ou da televisão, algo que fica claro

Henrique Debski
13 de jun. de 20244 min de leitura


CRÍTICA | A Filha do Palhaço, de Pedro Diogenes (Idem, 2024)
O palhaço e sua filha não dão risadas, mas tentam afastar as mágoas e se reconciliar no excelente drama de Pedro Diogenes. Logo na primeira cena de A Filha do Palhaço , Pedro Diogenes coloca a distância como um dos elementos centrais de sua narrativa. Nela, vemos a adolescente Joana, em seus 14 anos, chegando a um bar e se sentando relativamente distante ao palco, no qual se apresenta Renato, seu pai ausente e que há tempos não vê, vestido como mulher e interpretando sua pers

Henrique Debski
24 de mai. de 20243 min de leitura


CRÍTICA | Morando com o Crush, de Hsu Chien (Idem, 2024)
Morando com o Crush tem uma boa premissa, mas o estilo de humor indeciso afasta seu próprio público-alvo. Em razão da premissa fácil de Morando com o Crush , identificável desde o título, seus acelerados momentos iniciais se resumem a uma rápida apresentação dos protagonistas para, em menos de cinco minutos de filme, já dar início a seu conflito central. Essa rapidez com a qual o longa começa, por um lado, vai bem ao evitar postergar o que todos já sabem, mas cria, em contrap

Henrique Debski
20 de mai. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Luiz Melodia – No Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan (Idem, 2024)
No Coração do Brasil explora bem o vasto repertório musical de Luiz Melodia, enquanto um bom tributo ao artista.

Henrique Debski
19 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Verissimo, de Angelo Defanti (Idem, 2024)
Com Verissimo , Angelo Defanti acompanha a personalidade reservada de Luis Fernando Veríssimo em uma oportunidade de conhece-lo em seu dia-a-dia. Durante toda esta cobertura do 29º Festival É Tudo Verdade, tenho dito muito sobre o como é difícil falar sobre pessoas ou temas dos quais pouco conhecemos. Talvez a parte mais difícil disto, para nós, seres humanos, seja admitir o desconhecimento de algo, sobretudo nestes tempos em que todo o conhecimento está facilmente em nossas

Henrique Debski
12 de abr. de 20242 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Fernanda Young – Foge-me ao Controle, de Susanna Lira (Idem, 2024)
Foge-me ao Controle é um convite para conhecer Fernanda Young em um documentário tão autêntico quanto a pessoa biografada.

Henrique Debski
10 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Lampião, Governador do Sertão, de Wolney Oliveira (Idem, 2024)
Em Governador do Sertão , Wolney Oliveira faz um importante apanhado histórico sobre a persona e o legado de Lampião, mesmo que se atrapalhe na cronologia. Todo brasileiro, onde quer que esteja, já ouviu falar de Virgulino Ferreira da Silva, senão por este nome, certamente por sua alcunha, Lampião. O mais conhecido cangaceiro do Brasil, tornou-se famoso por seus feitos criminosos, pelo enfrentamento às autoridades da época e sobretudo pela astúcia como líder, aos poucos conqu

Henrique Debski
9 de abr. de 20243 min de leitura


29º É TUDO VERDADE | Anna Mariani – Anotações Fotográficas, de Alberto Renaut (Idem, 2024)
O documentário de Alberto Renault é importante em apresentar o trabalho de Anna Mariani, mas torna-se cansativo por ser repetitivo demais.

Henrique Debski
8 de abr. de 20243 min de leitura


CRÍTICA | Domingo à Noite, de André Bushatsky (Idem, 2024)
Em Domingo à Noite, o Alzheimer serve como a força motriz de uma reconciliação familiar.

Henrique Debski
4 de abr. de 20243 min de leitura
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