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CRÍTICA | Arco, de Ugo Bienvenu (Idem, 2025)
Arco compreende que o amor está na felicidade do outro, e constrói uma jornada de romance e aventura entre dois tempos futuros, com encantamento no visual e, sobretudo, nos personagens que se completam como duas faces de uma mesma moeda. No passado, imaginávamos que o nosso presente, 2026, seria tomado por cidades verticais, carros voadores, teletransporte e outras tantas tecnologias que o mundo do século XX sonhava. Na prática, em alguns aspectos até avançamos a contento d

Henrique Debski
26 de fev.4 min de leitura


CRÍTICA | Hamnet, de Chloé Zhao (Idem, 2025)
Ainda que belo e capaz de emocionar, Hamnet se ancora em excesso num formato intimista típico do cinema norte-americano, se estendendo além da conta, e perdendo a organicidade no caminho. A trajetória de Chloé Zhao como cineasta é muito singular, pela maneira como ao longo dos anos alavancou a própria carreira rumo a filmes de maior orçamento, mas sem necessariamente perder a essência e o estilo que a consolidou no meio. É o caso de seus primeiros longas, independentes, que

Henrique Debski
27 de jan.4 min de leitura


CRÍTICA | Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron (Avatar: Fire and Ash, 2025)
James Cameron deixa uma falsa sensação de encerramento em Avatar: Fogo e Cinzas , que continua a impressionar pela beleza do visual, mas apenas recicla ideias e passagens dos filmes anteriores, andando em círculos, sem quase nada de novo a contar ou dizer. Já não é a primeira vez que admito, na contramão de muitos, não ser fã de Avatar . Lembro-me de assistir ao primeiro longa no cinema, ainda quando criança, no longínquo ano de 2009, e de um certo sentimento de tédio naque

Henrique Debski
22 de jan.5 min de leitura


CRÍTICA | Marty Supreme, de Josh Safdie (Idem, 2025)
Josh Safdie articula Marty Supreme no entorno de desconstruções, tanto do gênero biográfico quanto do próprio personagem, em uma das melhores atuações de Timothée Chalamet até então. É muito interessante pensar que os irmãos Josh e Benny Safdie, após anos trabalhando juntos, e consolidando-se com pelo menos dois grandes filmes de sucesso, que os colocaram no radar de muitos e firmaram um estilo claustrofóbico e provocativo muito próprio, decidiram, ao menos por ora, se sepa

Henrique Debski
12 de jan.5 min de leitura


CRÍTICA | Valor Sentimental, de Joachim Trier (Sentimental Value, 2025)
Em Valor Sentimental, Joachim Trier transforma o cinema em terapia, e a arte como forma de aproximação entre pai e filhas, cicatrizando feridas em uma jornada de arrependimento e perdão. As relações familiares nem sempre são da maneira como desejamos, e poucas famílias reproduzem a dinâmica típica do comercial de margarina, na qual todos se sentam, juntos, felizes e alegremente interagindo entre si, como se não houvesse problemas. Não somos responsáveis, e a nós definitivam

Henrique Debski
27 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Sonhos de Trem, de Clint Bentley (Train Dreams, 2025)
Sonhos de Trem explora melancolia na solidão de um lenhador no interior dos Estados Unidos, em narrativa poética que aproveita da contemplação para questionar o verdadeiro significado da vida. O destino da solidão pode ser uma bênção ou uma maldição a depender da companhia, e de quem se fala. Às vezes, é melhor encontrar-se sozinho do que com pessoas que sugam sua energia, e destroçam os melhores dos sentimentos e emoções; e, por outro lado, pode, também, ser devastadora.

Henrique Debski
19 de dez. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Blue Moon, de Richard Linklater (Idem, 2025)
Da alegria empolgante à arrogância, tristeza e tragédia, Richard Linklater, em Blue Moon , desconstrói o compositor Lorenz Hart, através de um poderoso estudo de personagem. Na abertura de Blue Moon , logo antes da primeira cena, Richard Linklater coloca duas citações em tela, parte de relatos verídicos de pessoas distintas enquanto falavam da persona retratada no filme, o genial compositor norte-americano Lorenz Hart. São elas advindas do também compositor Oscar Hammerstei

Henrique Debski
29 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Yek Tasadef Sadeh, 2025)
Em Foi Apenas um Acidente , Jafar Panahi discute a banalidade do mal, e um sentimento de vingança contra o violento regime iraniano – vale a pena retribuir a dor na mesma moeda? Durante a conversa com o diretor Jafar Panahi após a primeira exibição de Foi Apenas um Acidente na 49ª Mostra de São Paulo, questionado sobre a possibilidade de um aspecto pessoal no longa, como de costume em sua filmografia, o cineasta negou ser o filme necessariamente sobre si. Entretanto, conhe

Henrique Debski
16 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Idem, 2025)
O Agente Secreto continua o debate de Retratos Fantasmas sobre memória e registro, em thriller político que faz do anticlímax uma reviravolta imersiva. Ambientado em uma Recife do final dos anos 1970, desde os primeiros instantes de O Agente Secreto já nos é possível notar o estabelecimento de um diálogo profundo de Kleber Mendonça Filho com alguns dos temas que vem permeando seu cinema recente. Seu último longa, o documentário Retratos Fantasmas , discorreu, com e através

Henrique Debski
4 de nov. de 20255 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Frankenstein, de Guillermo Del Toro (Idem, 2025)
O Frankenstein de Guillermo Del Toro questiona a verdadeira natureza da monstruosidade, em uma épica adaptação da obra de Mary Shelley. Adaptado por inúmeras vezes entre curtas, médias e longas-metragem desde os primórdios do cinema (com sua primeira versão datada de 1910, um curta de apenas 16 minutos), e posteriormente popularizado amplamente pela Universal na década de 1930, em seu universo de monstros, Frankenstein , escrito por Mary Shelley, é certamente uma das obras

Henrique Debski
21 de out. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Sirât, de Oliver Laxe (Idem, 2025)
Em Sirât , Oliver Laxe nos leva uma experiência sensorial e antropológica, rumo a uma desgastante jornada que questiona o valor das escolhas e suas consequências. Desde as primeiras reações sobre Sirât em sua estreia no Festival de Cannes, em maio deste ano, o novo longa de Oliver Laxe já tinha minha completa atenção. Muito cuidadoso em relação à dica de amigos que me recomendaram assistir ao filme com o mínimo de informações possíveis – como sempre costumo fazer, naturalme

Henrique Debski
17 de out. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Bugonia, de Yorgos Lanthimos (Idem, 2025)
Em Bugonia , Yorgos Lanthimos refilma longa sul-coreano, e sob as mesmas bases revela seu pessimismo com os rumos da sociedade, enquanto a satiriza por meio de caricaturas. A expectativa para um novo filme de Yorgos Lanthimos é sempre a maneira exuberante que irá encontrar de ser mais “estranho” do que em seu projeto anterior, como parte do movimento d’A Estranha Onda Grega, de onde construiu, e difundiu, seu estilo característico de cinema. É praticamente uma constante em

Henrique Debski
7 de out. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (One Battle After Another, 2025)
Em Uma Batalha Após a Outra, Paul Thomas Anderson manifesta sua decepção com a sociedade contemporânea, e explora o comodismo, o conformismo e hipocrisia das gerações, entre seus erros e acertos. É praticamente impossível sair inerte de um filme assinado por Paul Thomas Anderson, quando um cineasta que não se preocupa apenas com a história sendo contada em tela, mas especialmente em como trabalha a imagem, constrói sentimentos a partir de suas composições, e se reinventa a ca

Henrique Debski
29 de set. de 20256 min de leitura


CRÍTICA | A Hora do Mal, de Zach Cregger (Weapons, 2025)
A Hora do Mal expande a fórmula de Zach Cregger, em uma comédia de erros voltada para o terror que se reinventa constantemente a partir de uma investigação imersiva. O cinema autoral de Zach Cregger, ainda que bastante recente, já estabeleceu seus contornos há alguns anos com o excelente terror Noites Brutais , o qual constantemente desconstruía as premissas básicas de seus mistérios em uma narrativa segmentada, que intercalava, sob diferentes arcos, passagens de diferentes

Henrique Debski
11 de ago. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | F1: O Filme, 2025 (F1: The Movie, 2025)
Em F1: O Filme , Joseph Kosinski reaproveita da fórmula bem-sucedida de Top Gun: Maverick , e deixa o espectador na ponta da poltrona com corridas alucinantes. Verdade seja dita, corrida e automobilismo não é bem a minha praia, apesar de, de vez em quando, eu acabar, por alguma razão, embarcando em um ou outro filme com a temática, ou quem sabe acompanhando uma corrida com meu pai. Nesse sentido, confesso que, em toda a vastidão do universo de pensamentos, jamais imaginei ser

Henrique Debski
1 de jul. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Missão: Impossível – O Acerto Final, de Christopher McQuarrie (Mission: Impossible – The Final Reckoning, 2025)
O Acerto Final encerra Missão: Impossível com ar saudosista, em um bom exercício de desconstrução, e uma das melhores cenas de ação da franquia. Ao sair da sessão de Missão: Impossível - O Acerto Final , um sentimento de tristeza e vazio, talvez momentâneo, tomou conta de mim. Não em razão do filme em si, que me deixou satisfeito, mas pelo fato de que, talvez, nos últimos anos tenhamos testemunhado a morte das duas maiores franquias de ação e espionagem da atualidade – e quiç

Henrique Debski
22 de mai. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Better Man – A História de Robbie Williams (Better Man, 2024)
Autoconsciente da recente onda de biografias musicais vazias, Better Man se adequa ao sarcasmo de Robbie Williams em obra que o explora...

Henrique Debski
13 de mar. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Nickel Boys, de RaMell Ross (Idem, 2024)
Em Nickel Boys , somos colocados na pele dos protagonistas a partir de uma câmera subjetiva, para vivenciar uma dolorosa jornada em...

Henrique Debski
28 de fev. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Um Completo Desconhecido, de James Mangold (A Complete Unknown, 2024)
Em um recorte dos primeiros anos da carreira, Um Completo Desconhecido tenta compreender quem é Bob Dylan.

Henrique Debski
27 de fev. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Sing Sing, de Greg Kwedar (Idem, 2024)
Sing Sing reinterpreta o estabelecimento prisional, e encontra no teatro a oportunidade de ressocialização. Até mesmo pelo eixo temático,...

Henrique Debski
14 de fev. de 20253 min de leitura
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