top of page
Buscar


XXII FANTASPOA | Appofeniacs, de Chris Marrs Piliero (Idem, 2026)
Entre IA e “deepfakes”, na comédia de erros Appofeniacs a realidade se torna confusa, e Chris Marrs Piliero acende o alerta para o uso indiscriminado da tecnologia como arma de destruição social. A palavra “apofenia” não é das mais utilizadas em nosso vocabulário cotidiano, ainda que seu significado faça parte do dia a dia, como uma característica natural do ser humano. Trata-se da tendência em perceber padrões, conexões ou significados contidos em informações aparentemente

Henrique Debski
há 2 dias6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Quince, de Jack Zagha e Yossy Zagha (Idem, 2026)
Na intenção de trabalhar diversos temas, Quince sucumbe às próprias críticas, em narrativa que explora os corpos de suas protagonistas adolescentes, enquanto às submete à diversas violências sob o pretexto de uma comédia de horror. Em uma aproximação com a cultura latina como um todo, no México as festas de quinze anos também são uma espécie de tradição entre as adolescentes. Tratada a data e o ano como um rito de passagem e amadurecimento, algo que advém das antigas festas

Henrique Debski
há 3 dias5 min de leitura


XXII FANTASPOA | Os Infiéis, de Tomás Fleck (Idem, 2026)
Em Os Infiéis, Tomás Fleck coloca um padre entre a batina e o amor, em comédia romântica leve, que explora tradições eclesiásticas enquanto o confessionário torna-se centro de reviravoltas. Em tempos de ‘redescoberta’ das comédias românticas nos cinemas, um projeto como Os Infiéis resgata uma estética há cerca de uma década escanteada, por muito tempo aproveitada apenas em filmes para streaming ou televisão, e que agora tem sido objeto de novo interesse, especialmente ao ci

Henrique Debski
há 5 dias6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Deathgasm 2: Goremageddon, de Jason Lei Howden (Idem, 2026)
Dez anos após o primeiro longa, Jason Lei Howden acumula experiência no cinema de gênero, retornando ao universo em sequência mais autoconsciente, menos problemática, e mais profunda na construção dos conflitos. Conhecido pelo trabalho com efeitos digitais no cinema hollywoodiano, tendo colaborado em grandes produções, inclusive as trilogias Senhor dos Anéis e O Hobbit, o cineasta neozelandês Jason Lei Howden fez sua estreia como diretor com a comédia de terror Deathgasm, n

Henrique Debski
há 6 dias6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Cielo, de Alberto Schiamma (Idem, 2026)
Entre o drama de amadurecimento e o “road movie”, em Cielo Alberto Schiamma encanta pela sensibilidade de uma jornada dolorosa, vivida por uma criança em meio ao deserto boliviano. Estonteado o público pela beleza do cenário de um deserto boliviano, Alberto Schiamma já propõe uma provocação nos instantes iniciais, quando a protagonista, a garota Santa, de apenas oito anos de idade, engole, sozinha, e sem mastigar, um peixe vivo que retirou de um lago. Em uma breve exploração

Henrique Debski
25 de abr.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Body Blow, de Dean Francis (Idem, 2026)
Em um neo-noire queer, Dean Francis resgata a estética dos thrillers policiais e eróticos dos anos 1990, e faz de Body Blow uma volta ao passado sob o olhar do presente. Há algum tempo que venho sentindo falta dos thrillers policiais típicos dos anos 1990/2000, muitas vezes filmes de médio orçamento, boas cenas de ação, tensão sexual, mistério envolvente e cores vibrantes. O cinema contemporâneo, especialmente hollywoodiano, parece ter perdido a empolgação e a paixão desta ép

Henrique Debski
24 de abr.7 min de leitura


XXII FANTASPOA | Dead Eyes, de Richard E. Williams (Idem, 2026)
Dead Eyes se diferencia pela câmera em primeira pessoa, oferecendo uma experiência imersiva à mente de seu protagonista, enquanto lida, no presente, com as consequências de traumas familiares do passado. Na contramão de uma infinidade de filmes de terror parecidos, e cansado de obras genéricas com pessoas presas em florestas amaldiçoadas ou sendo perseguidas por criaturas assassinas, como já se fizera ao longo de tantos anos das mais variadas formas, Richard E. Williams teve

Henrique Debski
23 de abr.5 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | Suffocation, de Louis Chan e Stone Chang (晚窒息, 2026)
Com câmera na mão, em sucessivos planos-sequência, Suffocation teme assumir-se como um “found-footage”, se tornando um terror de maldição confuso – e pior, genérico. Nos primeiros minutos de Suffocation , os créditos iniciais aparecem em tela sob uma música instrumental suave, com uma adolescente nadando, e a câmera, estática, posicionada ao fundo da piscina. Assim se mantém durante alguns poucos minutos, até que a garota é fortemente puxada para dentro d’água, acompanhada

Henrique Debski
22 de abr.7 min de leitura


XXII FANTASPOA | Armageddon Road, de Karen Lam (Idem, 2026)
Armageddon Road sabe contornar as limitações orçamentárias experimentando com a própria linguagem, mas se perde em thriller lento, que fala mais do que resolve. No clima de um jogo de cartas em um quarto de hotel, Armageddon Road já exala a atmosfera dos anos 1970 desde seus primeiros instantes. O clima competitivo, com a câmera rodando entre os apostadores, explora um ambiente de homens endividados, sedentos por dinheiro, e devedores de montantes que provavelmente não serão

Henrique Debski
21 de abr.6 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | New Group, de Yûta Shimotsu (Idem, 2026)
Yûta Shimotsu faz de New Group uma metáfora para retratar o conformismo na sociedade, na qual a expressão individual é suprimida em prol do pensamento coletivo, e toda discordância é perseguida. O cinema de Yûta Shimotsu já me surpreendera na edição anterior do Overlook Film Festival, quando seu Best Wishes to All revelou-se um terror atmosférico muito perspicaz em sua abordagem crítica à sociedade japonesa a partir de conflitos morais, e uma desconstrução de heranças famil

Henrique Debski
20 de abr.7 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | COMPILADO: CURTAS - "Vlog Cam”, “Darkroom”, “Steak Dinner”, “Breeder”, “The Dysphoria”
Nesta publicação, o objetivo é trazer algumas críticas em formato reduzido sobre os curtas que assisti durante minha cobertura do festival! Cena de The Dysphoria . Vlog Cam (Idem, 2026) Direção: Danilo Rafael Parra Origem: EUA Duração: 9 minutos Avaliação: 3.5/5 No mundo hiper-conectado dos TikToks e redes sociais, nunca se sabe o que é verdade ou mentira. Tampouco se consegue identificar uma pessoa realmente precisando de ajuda, ou apenas mais uma pegadinha para vitalizar. A

Henrique Debski
20 de abr.5 min de leitura


XXII FANTASPOA | Compliance, de Kyle Mangione-Smith (Idem, 2026)
Consciente da controvérsia, Compliance propõe uma implosão da sociedade norte-americana a partir da manipulação digital, em filme realista cujo verdadeiro terror reside na possibilidade de o retrato ultrapassar a tela para o mundo concreto. Entre todo o cinema de terror, e a infinidade de subgêneros que se apresentam por debaixo deste guarda-chuva, creio que o "found-footage” é um dos mais interessantes, pela forma como possibilita uma experimentação, se nas mãos de cineastas

Henrique Debski
19 de abr.7 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | Parasomnia, de James Ross II (Idem, 2026)
Ancorado em pontos de vista, Parasomnia mescla possessão com passagens em found-footage para se aprofundar em traumas, em terror que convida o espectador a juntar as peças do mistério. Acredito que, quando em breve chegar ao circuito comercial norte-americano, com distribuição do streaming Shudder, a montagem de Parasomnia será o elemento de maior alvo das críticas direcionadas ao filme. Em tempos nos quais pessoas não conseguem mais ficar poucos minutos longe das telas dos

Henrique Debski
17 de abr.6 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | London, de Sebastian Brameshuber (Idem, 2026)
London é um drama de realidade, no qual Sebastian Brameshuber mescla ficção e documentário em um retrato da Europa contemporânea. São 350km de distância entre Viena e Salzburg. Mais de três horas de viagem percorridas algumas vezes por semana por Bobby, um homem idoso, na casa dos 70 anos, que visita um amigo em coma no hospital. Ao longo do caminho, dá carona, via aplicativo, a pessoas que precisam - é uma forma de não apenas cobrir parte dos custos com manutenção do veícu

Henrique Debski
15 de abr.5 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | Mārama, de Taratoa Stappard (Idem, 2026)
Mārama explora a discriminação do povo maori pelas mãos do colonizador, em terror sobre ancestralidade e vingança no seio familiar. Já nos primeiros instantes de Mārama , que chega aos cinemas norte-americanos no dia 17 de abril, senti-me, de alguma maneira, familiarizado ao longa. É que toda a introdução se baseia em ideias e uma proposta já muito amplamente explorada pelo cinema de terror, desde os tempos das primeiras adaptações de Drácula , baseadas na obra homônima de

Henrique Debski
12 de abr.7 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | Levers, de Rhayne Vermette (Idem, 2026)
Como uma fantasia experimental, Levers questiona o cinema contemporâneo a partir de uma experiência sensorial, deixando o espectador à deriva de um universo no qual precisa montar e compreender o quebra-cabeças proposto. O “fazer cinema” é uma prática que, desde seu surgimento, no final do século XIX, se altera constantemente, nos diversos cantos do mundo, alinhado à sociedade local, aos recursos disponíveis, culturas, apreço, e outra enorme série de elementos. Com o passar

Henrique Debski
10 de abr.6 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | Shot Reverse Shot, de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Plan Contraplan, 2026)
Radu Jude e Adrian Cioflâncă revisitam a Romênia da era Ceaușescu em duelo fotográfico, abordando uma visão aos olhos de um estrangeiro, e outra do Estado que o vigiava. Há dois anos, lembro-me de ter assistido no festival Olhar de Cinema, em Curitiba, o interessante documentário I'm Not Everything I Want to Be , de Klára Tasovská, inclusive selecionado como representante da República Checa no Oscar 2026. No filme, a fotógrafa checa Libuše Jarcovjáková revisita memórias do

Henrique Debski
3 de abr.5 min de leitura


14ª MOSTRA DE TIRADENTES SP | Meu Tio da Câmera, de Bernard Lessa (Idem, 2026)
Abrindo a intimidade do próprio núcleo familiar, Bernard Lessa faz de Meu Tio da Câmera um belo registro de memória, até acender uma discussão política que leva a obra para outros rumos, e reflete a polarização na qual se encontra o país – e o mundo. O texto pode conter spoilers do filme . Siga com cautela, por sua conta e risco. Como bem disse minha amiga, e crítica de cinema, Carol Ballan, em um pequeno comentário no Letterboxd: todo mundo tem ou já teve um “tio da câme

Henrique Debski
1 de abr.4 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | I Crossed the Desert with a Gun in Hand, de Laurence Garret (Idem, 2026)
A história de Daniel Torres poderia render um documentário poderoso, mas pelas mãos de Laurence Garret pouco se conta ou mostra, para além da sinopse e conversas aleatórias, com uma câmera desinteressada na luta do personagem retratado. Creio que seja a terceira vez, em menos de um ano, que conto sobre este conselho da professora Michele, quando, no meu segundo período da faculdade de Direito, ela falava sobre pesquisa acadêmica. Com a ressalva das naturais diferenças entre

Henrique Debski
28 de mar.7 min de leitura


14ª MOSTRA TIRADENTES SP | Anistia 79, de Anita Leandro (Idem, 2026)
Em Anistia 79 , Anita Leandro explora o passado a partir de registros de câmera redescobertos e digitalizados, enquanto dialoga com o presente ao conversar, cinquenta anos depois, com as pessoas retratadas e seus descendentes. A preservação da memória veio, ao longo dos anos, se mostrando como um dos (muitos) atributos da arte cinematográfica. Seja através da restauração e digitalização de acervos em película, como forma de manter vivas filmagens de outros tempos; editá-las

Henrique Debski
26 de mar.4 min de leitura
bottom of page