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XXII FANTASPOA | Quince, de Jack Zagha e Yossy Zagha (Idem, 2026)
Na intenção de trabalhar diversos temas, Quince sucumbe às próprias críticas, em narrativa que explora os corpos de suas protagonistas adolescentes, enquanto às submete à diversas violências sob o pretexto de uma comédia de horror. Em uma aproximação com a cultura latina como um todo, no México as festas de quinze anos também são uma espécie de tradição entre as adolescentes. Tratada a data e o ano como um rito de passagem e amadurecimento, algo que advém das antigas festas

Henrique Debski
há 9 horas5 min de leitura


XXII FANTASPOA | Os Infiéis, de Tomás Fleck (Idem, 2026)
Em Os Infiéis, Tomás Fleck coloca um padre entre a batina e o amor, em comédia romântica leve, que explora tradições eclesiásticas enquanto o confessionário torna-se centro de reviravoltas. Em tempos de ‘redescoberta’ das comédias românticas nos cinemas, um projeto como Os Infiéis resgata uma estética há cerca de uma década escanteada, por muito tempo aproveitada apenas em filmes para streaming ou televisão, e que agora tem sido objeto de novo interesse, especialmente ao ci

Henrique Debski
há 2 dias6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Deathgasm 2: Goremageddon, de Jason Lei Howden (Idem, 2026)
Dez anos após o primeiro longa, Jason Lei Howden acumula experiência no cinema de gênero, retornando ao universo em sequência mais autoconsciente, menos problemática, e mais profunda na construção dos conflitos. Conhecido pelo trabalho com efeitos digitais no cinema hollywoodiano, tendo colaborado em grandes produções, inclusive as trilogias Senhor dos Anéis e O Hobbit, o cineasta neozelandês Jason Lei Howden fez sua estreia como diretor com a comédia de terror Deathgasm, n

Henrique Debski
há 3 dias6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Cielo, de Alberto Schiamma (Idem, 2026)
Entre o drama de amadurecimento e o “road movie”, em Cielo Alberto Schiamma encanta pela sensibilidade de uma jornada dolorosa, vivida por uma criança em meio ao deserto boliviano. Estonteado o público pela beleza do cenário de um deserto boliviano, Alberto Schiamma já propõe uma provocação nos instantes iniciais, quando a protagonista, a garota Santa, de apenas oito anos de idade, engole, sozinha, e sem mastigar, um peixe vivo que retirou de um lago. Em uma breve exploração

Henrique Debski
há 5 dias6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Body Blow, de Dean Francis (Idem, 2026)
Em um neo-noire queer, Dean Francis resgata a estética dos thrillers policiais e eróticos dos anos 1990, e faz de Body Blow uma volta ao passado sob o olhar do presente. Há algum tempo que venho sentindo falta dos thrillers policiais típicos dos anos 1990/2000, muitas vezes filmes de médio orçamento, boas cenas de ação, tensão sexual, mistério envolvente e cores vibrantes. O cinema contemporâneo, especialmente hollywoodiano, parece ter perdido a empolgação e a paixão desta ép

Henrique Debski
há 6 dias7 min de leitura


XXII FANTASPOA | Dead Eyes, de Richard E. Williams (Idem, 2026)
Dead Eyes se diferencia pela câmera em primeira pessoa, oferecendo uma experiência imersiva à mente de seu protagonista, enquanto lida, no presente, com as consequências de traumas familiares do passado. Na contramão de uma infinidade de filmes de terror parecidos, e cansado de obras genéricas com pessoas presas em florestas amaldiçoadas ou sendo perseguidas por criaturas assassinas, como já se fizera ao longo de tantos anos das mais variadas formas, Richard E. Williams teve

Henrique Debski
23 de abr.5 min de leitura


XXII FANTASPOA | Armageddon Road, de Karen Lam (Idem, 2026)
Armageddon Road sabe contornar as limitações orçamentárias experimentando com a própria linguagem, mas se perde em thriller lento, que fala mais do que resolve. No clima de um jogo de cartas em um quarto de hotel, Armageddon Road já exala a atmosfera dos anos 1970 desde seus primeiros instantes. O clima competitivo, com a câmera rodando entre os apostadores, explora um ambiente de homens endividados, sedentos por dinheiro, e devedores de montantes que provavelmente não serão

Henrique Debski
21 de abr.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Compliance, de Kyle Mangione-Smith (Idem, 2026)
Consciente da controvérsia, Compliance propõe uma implosão da sociedade norte-americana a partir da manipulação digital, em filme realista cujo verdadeiro terror reside na possibilidade de o retrato ultrapassar a tela para o mundo concreto. Entre todo o cinema de terror, e a infinidade de subgêneros que se apresentam por debaixo deste guarda-chuva, creio que o "found-footage” é um dos mais interessantes, pela forma como possibilita uma experimentação, se nas mãos de cineastas

Henrique Debski
19 de abr.7 min de leitura


XXI FANTASPOA | O Instinto, de Juan Albarracín (El Instinto, 2025)
Em O Instinto , Juan Albarracín escapa da fórmula óbvia de invasão domiciliar com um thriller que transforma o ambiente seguro em ameaça. Nos primeiros momentos de O Instinto , acompanhamos imagens antigas de pessoas adestrando cães, enquanto uma narração, ao fundo, explica os estágios do adestramento, e reforça, por mais de uma vez, a necessidade de um comportamento coercitivo por parte do adestrador, como forma de garantir a eficácia do processo. Logo em seguida, somos

Henrique Debski
21 de mai. de 20253 min de leitura


XXI FANTASPOA | Vampiros Zumbis... do Espaço, de Michael Stasko (Vampire Zombies... From Space, 2025)
Em meio a inúmeras referências e homenagens, Vampiros Zumbis... do Espaço ainda encontra lugar para trabalhar o negacionismo com criatividade. Uma experiência como Vampiros Zumbis... do Espaço em uma sala de cinema em pleno 2025 é como uma viagem ao passado, um passeio pela história do cinema clássico de terror norte-americano, mas sob as lentes do tempo presente. O ambicioso projeto, financiado através de uma campanha via Kickstarter, arrecadou com louvor cerca de vinte

Henrique Debski
19 de mai. de 20253 min de leitura


XXI FANTASPOA | AJ Vai ao Cachorródromo, de Toby Jones (AJ Goes to the Dog Park, 2025)
Com uma estética propositalmente artificial, AJ Vai ao Cachorródromo propõe uma sátira à Hollywood contemporânea, em uma comédia criativa que exala as características de um “filme Z”. Se me perguntassem, há algumas semanas, se um dia esperava ter a oportunidade de assistir a um “filme Z” no cinema, eu certamente diria que não. Mas depois de AJ Vai ao Cachorródromo, confesso que me sinto realizado. Ao contrário do que muitos podem pensar, um “filme Z” nem sempre é sinônimo d

Henrique Debski
16 de mai. de 20253 min de leitura


XXI FANTASPOA | Jimmy e Stiggs, de Joe Begos (Jimmy and Stiggs, 2025)
Em Jimmy e Stiggs , Joe Begos leva a reconciliação de dois amigos ao extremo, em meio a violência, alienígenas e alucinógenos. Alguém (que não consigo me recordar quem), há alguns anos, me disse uma frase interessante, que não tirei da minha mente até vê-la se confirmando em Jimmy e Stiggs : “Joe Begos é como uma versão de Rob Zombie que deu certo”. Apesar de não gostar dessas comparações, por considerar que a arte, em regra, não deve ser passível de análises desta maneira,

Henrique Debski
15 de mai. de 20254 min de leitura


XXI FANTASPOA | It Needs Eyes, de Zack Ogle e Aaron Pagniano (Idem, 2025)
Sobre o vício nas telas gerado pelas redes sociais, It Needs Eyes trabalha bem seu arco investigativo e o mistério no entorno, mas com representações problemáticas. É muito curioso pensar que, justamente na sessão de um filme que usa do vício em telas como locomotiva para articular uma narrativa sobre depressão, houvessem tantos celulares ligados, abertos nas mãos das pessoas, e emitindo luz durante a exibição do filme – algo que, curiosamente, eu não vi acontecer em mais nen

Henrique Debski
13 de mai. de 20254 min de leitura


XXI FANTASPOA | Isso Também Vai Passar, de Rob Grant (This Too Shall Pass, 2025)
Reconhecendo o cinema de John Hughes como fruto de seu tempo, Rob Grant faz de Isso Também Vai Passar um tributo ao cineasta com o olhar do presente. Entre os muitos cineastas que fizeram história e deixaram marcas no cinema norte-americano dos anos 1980, certamente John Hughes é um nome que sempre será mencionado. Suas comédias “coming of age” retratavam adolescentes aprendendo o sabor da vida, se rebelando contra o sistema ao seu entorno, se posicionando contrariamente aos

Henrique Debski
12 de mai. de 20253 min de leitura


XXI FANTASPOA | O Mosqueteiro Solitário, de Nicolai Schumann (The Lonely Musketeer, 2025)
Com apenas um ambiente e um único ator em frente à câmera, O Mosqueteiro Solitário propõe um estudo de personagem, e coloca em xeque as relações humanas através da ambiguidade. Filmes que se passam em um único espaço já naturalmente precisam enfrentar uma certa resistência por parte do público, ainda mais em tempos como os atuais, em que a necessidade de dinamismo e estímulos constantes parecem essenciais para captar o interesse de uma boa parcela das pessoas – e especialmen

Henrique Debski
9 de mai. de 20254 min de leitura


XXI FANTASPOA | Fraquezas, de Ryan Oksenberg (Foibles, 2025)
Fraquezas propõe uma reflexão ao espectador sobre procurar por nossos próprios defeitos e tentarmos evoluir, a partir de uma comédia protagonizada por um casal bomba-relógio. Curiosamente, em um mesmo dia no Fantaspoa, assisti a três filmes que, embora completamente diferentes, tratavam, cada um a sua forma, de um mesmo tema: reconciliações. Um terror cósmico, uma comédia absurda e um terror de possessão ( Jimmy e Stiggs, Fraquezas e Sun ), cada um deles abordava suas recon

Henrique Debski
8 de mai. de 20254 min de leitura


XXI FANTASPOA | Rich Flu, de Galder Gaztelu-Urrutia (Idem, 2025)
Rich Flu parte de uma ideia muito engraçada em direção a um thriller insosso, que, ao se levar a sério demais, perde o substrato da sátira pretendida. Idealizado pelos mesmos responsáveis por O Poço (2020), uma das grandes febres da Netflix durante o período da pandemia, que caiu como uma luva para o contexto de isolamento em que vivíamos, Rich Flu é um projeto cuja ideia básica é definitivamente (ainda) mais arriscada. Em uma interessante conversa após a sessão, durante o

Henrique Debski
7 de mai. de 20254 min de leitura


XXI FANTASPOA | Sangrando, de Andrew Bell (Bleeding, 2025)
Sangrando se desenvolve entre o realismo e a fantasia, ao se utilizar de vampiros para trabalhar o sangue como droga em uma grande metáfora para o vício, em uma sociedade sem controle. Antes do início da sessão, em uma breve apresentação sobre o filme, o diretor Andrew Bell revelou ser Sangrando um projeto pessoal, que refletia parte das vivências de sua juventude, enquanto um adolescente no epicentro da epidemia de drogas nos Estados Unidos. É realmente difícil de pensar nas

Henrique Debski
6 de mai. de 20254 min de leitura


XXI FANTASPOA | Gatilheiro, de Cris Tapia Marchiori (Gatillero, 2025)
Em um interessante diálogo sobre violência, Gatilheiro é um thriller de ação frenético, surpreendentemente produzido com um orçamento modesto. Enquanto a equipe de Gatilheiro falava sobre o filme antes da sessão, eles disseram não se tratar de uma obra feliz, mas divertida e cheia de adrenalina, que faz um retrato sensato de uma realidade comum à periferia de Buenos Aires atualmente. De certo, não poderia concordar mais com a definição dada, quando justamente a adrenalina é u

Henrique Debski
5 de mai. de 20253 min de leitura


XXI FANTASPOA | As Outras Pessoas, de Chad McClarnon (The Other People, 2025)
As Outras Pessoas ensaia trabalhar com a invasão domiciliar e a assombração sob novas perspectivas, mas acaba preso no mais do mesmo em quase duas horas de duração. O subgênero do thriller/terror voltado para invasão domiciliar, muito popular nos anos 1970, e especialmente nos anos 2000, logo cedo já deu claros sinais de desgaste quando inúmeros filmes, sem criatividade, apenas se limitavam a replicar as fórmulas daquilo que já tinha dado certo anteriormente. As possibilidade

Henrique Debski
30 de abr. de 20254 min de leitura
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