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10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | Mārama, de Taratoa Stappard (Idem, 2026)
Mārama explora a discriminação do povo maori pelas mãos do colonizador, em terror sobre ancestralidade e vingança no seio familiar. Já nos primeiros instantes de Mārama , que chega aos cinemas norte-americanos no dia 17 de abril, senti-me, de alguma maneira, familiarizado ao longa. É que toda a introdução se baseia em ideias e uma proposta já muito amplamente explorada pelo cinema de terror, desde os tempos das primeiras adaptações de Drácula , baseadas na obra homônima de

Henrique Debski
há 3 horas7 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | Levers, de Rhayne Vermette (Idem, 2026)
Como uma fantasia experimental, Levers questiona o cinema contemporâneo a partir de uma experiência sensorial, deixando o espectador à deriva de um universo no qual precisa montar e compreender o quebra-cabeças proposto. O “fazer cinema” é uma prática que, desde seu surgimento, no final do século XIX, se altera constantemente, nos diversos cantos do mundo, alinhado à sociedade local, aos recursos disponíveis, culturas, apreço, e outra enorme série de elementos. Com o passar

Henrique Debski
há 2 dias6 min de leitura


CRÍTICA | Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini (Idem, 2026)
Esquivando-se do maniqueísmo, Cinco Tipos de Medo investiga a violência nos centros urbanos e regiões periféricas a partir de uma teia de eventos e relações conectadas em uma narrativa não linear. Toda a sequência inicial de Cinco Tipos de Medo se dedica a uma apresentação de seus personagens principais. É como o posicionamento de um tabuleiro narrativo bastante específico, mostrando suas peças individualmente, com uma breve passagem pelo medo enfrentado por cada um, sem g

Henrique Debski
há 4 dias4 min de leitura


CRÍTICA | Rivalidade Ardente - 1ª Temporada, 2025 (Heated Rivalry, 2025)
Rivais nos campos e aos olhos do público, mas amantes em segredo, Rivalidade Ardente explora o romance entre dois astros do hockey, em meio a jornadas de autodescobrimento e o enfrentamento ao conservadorismo do ambiente esportivo. O formato temático de “romances proibidos” tem sido o destaque recente de uma série de produções nos streamings que miram a comunidade queer. Evidentemente, trata-se de um grupo que ainda enfrenta muito preconceito por uma parcela considerável da

Henrique Debski
há 6 dias5 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | Shot Reverse Shot, de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Plan Contraplan, 2026)
Radu Jude e Adrian Cioflâncă revisitam a Romênia da era Ceaușescu em duelo fotográfico, abordando uma visão aos olhos de um estrangeiro, e outra do Estado que o vigiava. Há dois anos, lembro-me de ter assistido no festival Olhar de Cinema, em Curitiba, o interessante documentário I'm Not Everything I Want to Be , de Klára Tasovská, inclusive selecionado como representante da República Checa no Oscar 2026. No filme, a fotógrafa checa Libuše Jarcovjáková revisita memórias do

Henrique Debski
3 de abr.5 min de leitura


14ª MOSTRA DE TIRADENTES SP | Meu Tio da Câmera, de Bernard Lessa (Idem, 2026)
Abrindo a intimidade do próprio núcleo familiar, Bernard Lessa faz de Meu Tio da Câmera um belo registro de memória, até acender uma discussão política que leva a obra para outros rumos, e reflete a polarização na qual se encontra o país – e o mundo. O texto pode conter spoilers do filme . Siga com cautela, por sua conta e risco. Como bem disse minha amiga, e crítica de cinema, Carol Ballan, em um pequeno comentário no Letterboxd: todo mundo tem ou já teve um “tio da câme

Henrique Debski
1 de abr.4 min de leitura


CRÍTICA | Eles Vão Te Matar, de Kirill Sokolov (They Will Kill You, 2026)
Com referências à Tarantino e faroestes, Eles Vão te Matar subverte o uso da “imortalidade” no cinema, em um desafio de sobrevivência regado à ação, terror e humor satírico. Nem todos os filmes precisam reinventar a roda cinematográfica, ou sequer do próprio gênero. Muitas vezes, referências bem trabalhadas e ambição artística podem dar origem a algo novo e igualmente surpreendente, sem necessariamente abalar as bases sobre as quais se constrói. É nesse sentido que se fez a

Henrique Debski
30 de mar.4 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | I Crossed the Desert with a Gun in Hand, de Laurence Garret (Idem, 2026)
A história de Daniel Torres poderia render um documentário poderoso, mas pelas mãos de Laurence Garret pouco se conta ou mostra, para além da sinopse e conversas aleatórias, com uma câmera desinteressada na luta do personagem retratado. Creio que seja a terceira vez, em menos de um ano, que conto sobre este conselho da professora Michele, quando, no meu segundo período da faculdade de Direito, ela falava sobre pesquisa acadêmica. Com a ressalva das naturais diferenças entre

Henrique Debski
28 de mar.7 min de leitura


14ª MOSTRA TIRADENTES SP | Anistia 79, de Anita Leandro (Idem, 2026)
Em Anistia 79 , Anita Leandro explora o passado a partir de registros de câmera redescobertos e digitalizados, enquanto dialoga com o presente ao conversar, cinquenta anos depois, com as pessoas retratadas e seus descendentes. A preservação da memória veio, ao longo dos anos, se mostrando como um dos (muitos) atributos da arte cinematográfica. Seja através da restauração e digitalização de acervos em película, como forma de manter vivas filmagens de outros tempos; editá-las

Henrique Debski
26 de mar.4 min de leitura


CRÍTICA | Devoradores de Estrelas, de Phil Lord e Christopher Miller (Project Hail Mary, 2026)
Devoradores de Estrelas equilibra razão e emoção em épica ficção-cientifica, com Ryan Gosling provando ainda mais carisma em frente às câmeras. Ainda consigo me recordar do dia em que vi o anúncio dos primeiros materiais promocionais de Devoradores de Estrelas . Estava em casa, no final de semana, descendo no elevador para pegar um lanche que havia pedido, quando vi o pôster anunciando o projeto protagonizado por Ryan Gosling, com uma sugestão – e aspecto – de propor-se a s

Henrique Debski
24 de mar.5 min de leitura


CRÍTICA | Moscas, de Fernando Eimbcke (Idem, 2026)
Moscas aborda o luto e o seguir em frente a partir de uma amizade improvável, com sensibilidade em explorar seus personagens a partir do que fazem e sentem, e não necessariamente do que dizem. Moscas se inicia com um primeiro plano levemente colorido, mostrando uma mulher deitada na cama pela manhã, acordando atordoada pelo som de moscas que transitam ao seu redor. A partir do momento em que pega o primeiro objeto comprido disponível para acertar o inseto, que deixa uma mar

Henrique Debski
19 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | A Noiva!, de Maggie Gyllenhaal (The Bride!, 2026)
Com proposta ousada, em releitura da figura de Frankenstein a partir da Noiva, Maggie Gyllenhaal possui sua protagonista com o espírito de Mary Shelley em jornada de amor, aceitação e revolução feminista através de uma sociedade misógina. Em tempos de uma Hollywood desprovida de ousadia, mais interessada em vender sequências, spin-offs e refilmagens de obras e franquias já consagradas do que propriamente arriscar em novidades, conferindo liberdade artística a seus realizado

Henrique Debski
17 de mar.5 min de leitura


CRÍTICA | Missão Refúgio, de Ric Roman Waugh (Shelter, 2026)
Missão Refúgio pauta a hipervigilância como pano de fundo e instrumento de roteiro para um thriller de ação genérico, incapaz de aproveitar do elenco talentoso ou de algumas boas ideias que traz para discussão. No decorrer dos últimos anos, parece que Jason Statham vem se aproximando cada vez mais de um caminho semelhante ao de Liam Neeson: mesmo sendo um bom ator (especialmente no que se refere ao cinema de ação), anualmente faz filmes diferentes em que interpreta sempre o

Henrique Debski
13 de mar.4 min de leitura


CRÍTICA | Yo (Love is a Rebellious Bird), de Anna Fitch e Banker White (Idem, 2026)
Usando o cinema como terapia e tributo a uma pessoa querida, em Yo (Love is a Rebellious Bird) Anna Fitch declama seu amor pela falecida amiga, experimentando com a linguagem documental, costurando registros e processando o próprio luto. Logo no primeiro plano de Yo (Love is a Rebellious Bird) a diretora Anna Fitch surpreende o espectador através de uma ilusão de ótica pela forma como constrói a imagem. Ao mostrar e caminhar lentamente pela sala de uma casa, mobiliada, sem

Henrique Debski
10 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | IAI, de Zenzo Sakai (遺愛, 2025)
Tratando o envelhecimento da matriarca como uma maldição familiar, IAI começa bem ao falar sobre a inversão da pirâmide social, mas vai se perdendo enquanto tenta tornar sua narrativa mais complexa. O primeiro plano de IAI ilustra o clima denso de um velório, do lado de fora da sala onde se encontra o caixão, em um cemitério. A partir de uma câmera estática, posicionada à distância, observam-se pessoas a entrar na sala a fim de prestar homenagens de despedida póstumas, e co

Henrique Debski
4 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | Pânico 7, de Kevin Williamson (Scream 7, 2026)
Concebido às pressas em uma produção caótica, Pânico 7 é o primeiro erro da franquia, ao assumir um manto de slasher caça-níquel, tornando-se uma caricatura de si, e atingindo o que todos os longas conseguiram evitar: um filme genérico. Todo novo filme de Pânico para mim é sempre motivo de preocupação. Como talvez a única franquia do terror slasher sem uma única sequência caça-níquel ou entrada ruim (até então), a autoconsciência com a qual todas as vezes lidou para coment

Henrique Debski
28 de fev.5 min de leitura


CRÍTICA | Arco, de Ugo Bienvenu (Idem, 2025)
Arco compreende que o amor está na felicidade do outro, e constrói uma jornada de romance e aventura entre dois tempos futuros, com encantamento no visual e, sobretudo, nos personagens que se completam como duas faces de uma mesma moeda. No passado, imaginávamos que o nosso presente, 2026, seria tomado por cidades verticais, carros voadores, teletransporte e outras tantas tecnologias que o mundo do século XX sonhava. Na prática, em alguns aspectos até avançamos a contento d

Henrique Debski
26 de fev.4 min de leitura


CRÍTICA | Blades of the Guardians, de Yuen Woo-Ping (Biao Ren, 2026)
Com vistas a criação de uma grande franquia, Blades of the Guardians sacrifica parte de sua narrativa e deixa aberturas para todos os lados, mas funciona enquanto um épico de ação wuxia pelas mãos do mestre Yuen Woo-Ping. Longe da direção de longas-metragens desde 2018, a notícia do retorno de Yuen Woo-Ping ao cinema de ação era animadora. Responsável por consagrar alguns dos melhores wuxia do cinema de Hong Kong nas décadas de 1970/80/90, ao lado de King Hu, Tsui Hark e a

Henrique Debski
23 de fev.8 min de leitura


CRÍTICA | Para Sempre Medo, de Osgood Perkins (Keeper, 2025)
As ótimas escolhas visuais de Osgood Perkins em Para Sempre Medo não conseguem salvar o filme da mediocridade, com uma narrativa que apenas recicla ideias, e se mostra incapaz de construir uma mitologia inteligível, ainda que sonhe com isso. Ao som de Love is Strange , nas vozes de Mikey & Sylvia, Para Sempre Medo se inicia com uma montagem paralela, intercalando cenas envolvendo diferentes mulheres, em distintas épocas, presas a relacionamentos conturbados. Todas começam

Henrique Debski
18 de fev.4 min de leitura


CRÍTICA | Dupla Perigosa, de Angel Manuel Soto (The Wrecking Crew, 2026)
Dupla Perigosa é apenas mais uma comédia de ação genérica feita para o streaming, mas diverte com o carisma dos atores protagonistas. Sabe aquele filme que mistura ação e comédia, com uma dupla protagonista, no formato “buddy cop”, conduzindo uma investigação que acaba por chegar em um buraco mais profundo do que o esperado, esbarrando em pessoas poderosas? Eu sei, você pode pensar em uma infinidade de filmes com essa mesma e literal premissa, mais comum do que podemos imag

Henrique Debski
16 de fev.3 min de leitura
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