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CRÍTICA | Dinheiro Suspeito, de Joe Carnahan (The Rip, 2026)
Em Dinheiro Suspeito, Joe Carnahan comanda Matt Damon e Bem Affleck em divertido thriller de ação despretensioso com a cara da Netflix, entre mistério, investigação e reviravoltas, tudo centrado em um único local. Recentemente, muito tem-se falado em orientações dadas pelos executivos da Netflix para os produtores e roteiristas de projetos financiados pela plataforma, no sentido de buscarem, sempre que possível, por explicações verbais dos acontecimentos em cena, até mesmo

Henrique Debski
há 4 horas4 min de leitura


CRÍTICA | Hamnet, de Chloé Zhao (Idem, 2025)
Ainda que belo e capaz de emocionar, Hamnet se ancora em excesso num formato intimista típico do cinema norte-americano, se estendendo além da conta, e perdendo a organicidade no caminho. A trajetória de Chloé Zhao como cineasta é muito singular, pela maneira como ao longo dos anos alavancou a própria carreira rumo a filmes de maior orçamento, mas sem necessariamente perder a essência e o estilo que a consolidou no meio. É o caso de seus primeiros longas, independentes, que

Henrique Debski
há 2 dias4 min de leitura


CRÍTICA | Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron (Avatar: Fire and Ash, 2025)
James Cameron deixa uma falsa sensação de encerramento em Avatar: Fogo e Cinzas , que continua a impressionar pela beleza do visual, mas apenas recicla ideias e passagens dos filmes anteriores, andando em círculos, sem quase nada de novo a contar ou dizer. Já não é a primeira vez que admito, na contramão de muitos, não ser fã de Avatar . Lembro-me de assistir ao primeiro longa no cinema, ainda quando criança, no longínquo ano de 2009, e de um certo sentimento de tédio naque

Henrique Debski
22 de jan.5 min de leitura


CRÍTICA | Extermínio: O Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple, 2026)
Sob um ritmo mais lento e menos voltado à ação, Nia DaCosta assume as rédeas de O Templo dos Ossos , na continuidade do amadurecimento de Spike – agora preso no conflito entre religião e ciência na loucura da solidão de um Reino Unido preso no tempo e fadado ao passado. A confiança da Sony para uma nova trilogia do universo de Extermínio (agora, 28 Years Later , no título original) me parecia uma aposta arriscada, à princípio, dado o aspecto nichado dos longas anteriores, e

Henrique Debski
20 de jan.5 min de leitura


CRÍTICA | The Curse, de Kenichi Ugana (Idem, 2026)
Em The Curse , Kenichi Ugana usa de maldição e redes sociais para descontruir as convenções do J-Horror, em terror criativo ancorado na subversão de expectativas. Ao longo dos últimos dois anos (2024 e 2025), o cineasta japonês Kenichi Ugana tem cada vez mais se provado um dos nomes mais promissores de uma nova geração do cinema no país. Com uma filmografia recente, porém desde já bastante vasta, e vestido com o manto do terror, a cada novo filme o diretor busca adentrar em

Henrique Debski
15 de jan.3 min de leitura


CRÍTICA | De Férias com Você, de Brett Haley (People We Meet on Vacation, 2026)
Entregando-se às fórmulas e caminhos óbvios, De Férias com Você pouco faz de diferente enquanto comédia romântica, mas entretém com personagens carismáticos e reflexões (que poderiam ir além). Quando o logotipo da Sony surgiu logo após o da Netflix, nos primeiros segundos de projeção, me questionei qual seria, exatamente, a intenção do estúdio em praticamente vender um filme pronto ao streaming. É de se considerar que a Sony é uma das poucas gigantes que não criaram, até o

Henrique Debski
14 de jan.3 min de leitura


CRÍTICA | Marty Supreme, de Josh Safdie (Idem, 2025)
Josh Safdie articula Marty Supreme no entorno de desconstruções, tanto do gênero biográfico quanto do próprio personagem, em uma das melhores atuações de Timothée Chalamet até então. É muito interessante pensar que os irmãos Josh e Benny Safdie, após anos trabalhando juntos, e consolidando-se com pelo menos dois grandes filmes de sucesso, que os colocaram no radar de muitos e firmaram um estilo claustrofóbico e provocativo muito próprio, decidiram, ao menos por ora, se sepa

Henrique Debski
12 de jan.5 min de leitura


CRÍTICA | Stranger Things – 5ª Temporada, de Matt e Ross Duffer (Idem, 2025)
A temporada final de Stranger Things sintetiza tudo o que a série ofereceu no decorrer dos últimos dez anos, em aventura estilo RPG que acredita na fantasia e na ficção, ainda que tente se explicar demais na última hora e deixar pontas para derivados. Enfim, Stranger Things terminou. Após dez anos, cinco temporadas, episódios (muito) longos, uma das séries mais populares da Netflix finalmente chegou ao fim, e com um enorme peso nas costas: não decepcionar seus fãs. De fato,

Henrique Debski
8 de jan.4 min de leitura


CRÍTICA | Jay Kelly, de Noah Baumbach (Idem, 2025)
Em Jay Kelly, Noah Baumbach aborda a paternidade através de um ator de sucesso, mas um pai decadente, questionando as próprias escolhas, relações que não construiu, e imerso em uma crise de vida e identidade crescente. Depois de uma aposta arriscada recentemente, com a comédia satírica Ruído Branco , também para a Netflix, Noah Baumbach optou por um retorno à temática mais tradicional de seu cinema, e sobre a qual melhor se debruçou, até o momento: a família. Também retomando

Henrique Debski
29 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Valor Sentimental, de Joachim Trier (Sentimental Value, 2025)
Em Valor Sentimental, Joachim Trier transforma o cinema em terapia, e a arte como forma de aproximação entre pai e filhas, cicatrizando feridas em uma jornada de arrependimento e perdão. As relações familiares nem sempre são da maneira como desejamos, e poucas famílias reproduzem a dinâmica típica do comercial de margarina, na qual todos se sentam, juntos, felizes e alegremente interagindo entre si, como se não houvesse problemas. Não somos responsáveis, e a nós definitivam

Henrique Debski
27 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Um. Natal. Surreal., de Michael Showalter (Oh. What. Fun., 2025)
Com elenco estelar, e na intenção de direcionar os olhos do público às matriarcas das famílias, Um. Natal. Surreal. joga no seguro em comédia divertida, mas esquecível. Desde o princípio, Um. Natal. Surreal. não esconde sua pretensão em explorar os mais básicos arquétipos do “cinema natalino norte-americano”. Apesar de não constituir-se propriamente como um gênero, ou sequer um subgênero cinematográfico, é nítida a existência de uma enorme quantidade de lançamentos, nos EUA

Henrique Debski
24 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Plano em Família 2, de Simon Cellan Jones (The Family Plan 2, 2025)
Plano em Família 2 perde o brilho do primeiro longa, com uma ameaça vazia, ação pouco inspirada e humor bem mais ingênuo, parecendo se direcionar mais ao público infantil do que a família como um todo. Quando do lançamento do primeiro longa, em 2023, pouco havia de novidade em Plano em Família , quando operava na base mais simples de uma comédia de ação familiar - uma típica produção da Skydance voltada para o streaming (e mais especificamente, para a Apple TV), com a fotog

Henrique Debski
22 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Sonhos de Trem, de Clint Bentley (Train Dreams, 2025)
Sonhos de Trem explora melancolia na solidão de um lenhador no interior dos Estados Unidos, em narrativa poética que aproveita da contemplação para questionar o verdadeiro significado da vida. O destino da solidão pode ser uma bênção ou uma maldição a depender da companhia, e de quem se fala. Às vezes, é melhor encontrar-se sozinho do que com pessoas que sugam sua energia, e destroçam os melhores dos sentimentos e emoções; e, por outro lado, pode, também, ser devastadora.

Henrique Debski
19 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Depois da Caçada, de Luca Guadagnino (After the Hunt, 2025)
Em Depois da Caçada , Luca Guadagnino deseja nos provocar, a partir de um ambiente onde não existe certo ou errado, e muito menos verdades, mas narrativas fabricadas, em direção ao poder e na busca por ambição. No epicentro dos escândalos de assédio sexual que eclodiram ao redor do mundo ao longo da década passada, e especialmente nos Estados Unidos, o movimento Me Too desempenhou função essencial como uma peça de incentivo à mulheres, no sentido de denunciarem as violência

Henrique Debski
17 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | O’Dessa, de Geremy Jasper (Idem, 2025)
Ao propor uma revolução na forma de uma “rock opera”, O’Dessa até começa muito bem, mas aos poucos se entrega aos clichês e conveniências de mais uma distopia adolescente sem personalidade. Desde o ano passado, parece que estamos vivendo em um momento no qual as distopias jovens e adolescentes estão tentando retornar. Nada como foi há cerca de dez anos, quando Jogos Vorazes abriu o precedente para que tantas franquias literárias fossem adaptadas – e a grande maioria sem o m

Henrique Debski
15 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Vivo ou Morto, de Rian Johnson (Wake Up, Dead Man, 2025)
Rian Johnson elege a culpa como temática central de Vivo ou Morto , satiriza discursos fanáticos dentro do catolicismo, em ‘whodunit’ bem elaborado – e o mais divertido da franquia Knives Out até o momento. A cada nova entrada na franquia Knives Out , é como se Rian Johnson se sentisse mais confortável dentro de seu universo de “murder mysteries” investigados pelo excêntrico detetive Benoit Blanc, vivido por Daniel Craig. Aos poucos, o cineasta, em seus diferentes casos, ex

Henrique Debski
13 de dez. de 20254 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Entrevista com Fabián Forte, um dos diretores de "Retratos do Apocalipse"
Em conversa com Fabián Forte, o cineasta reflete sobre o cinema de horror, antologias, seu segmento Ratas , parte do longa episódico Retratos do Apocalipse , e o atual momento de dificuldades pelo qual passa o cinema argentino. O interessantíssimo longa-metragem argentino Retratos do Apocalipse representa a visão criativa e ambição artística de três diretores – Fabián Forte, Nicanor Loreti e Luca Castello –, em uma antologia de zumbis produzida com baixíssimo orçamento, e mu

Henrique Debski
11 de dez. de 20258 min de leitura


CRÍTICA | Casa de Dinamite, de Kathryn Bigelow (A House of Dynamite, 2025)
No retorno de Bigelow ao cinema de guerra, os Estados Unidos perdem a invulnerabilidade, em uma provocação sobre a eficácia da segurança nacional e os protocolos para caso sejam atacados. Até certo ponto, existe uma natural tolerância dos norte-americanos em aceitar críticas à cultura do próprio país, principalmente quando advinda de cineastas locais. No entanto, ao questionar sua hegemonia global, e levantar questões quanto à segurança nacional, sem demonstrar heroísmo e p

Henrique Debski
9 de dez. de 20254 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Entrevista com Felipe Hintze (ator) e João Fenerich (ator e produtor), do longa "Consequências Paralelas"
Felipe Hintze e João Fenerich contam sobre a produção de Consequências Paralelas , entre os desafios da composição de seus personagens, as dinâmicas do set, os reconhecimentos, em solo brasileiro e no estrangeiro, e planos para o futuro. João Fenerich e Felipe Hintze em foto no set de Consequências Paralelas . Nesta primeira entrevista do Cineolhar, realizada durante a cobertura do IX Festival MorceGO Vermelho, tive a oportunidade de conversar com Felipe Hintze, ator, e Joã

Henrique Debski
4 de dez. de 202526 min de leitura


CRÍTICA | Wicked – Parte II, de Jon M. Chu (Wicked For Good, 2025)
Wicked – Parte II desperdiça toda a construção do primeiro longa para focar nas conexões com O Mágico de Oz , gerando, para além de inconsistências, resoluções problemáticas. Ainda me lembro muito bem da sensação de encantamento que tive para com o universo de Wicked arquitetado por Jon M. Chu, ao término da primeira parte, em novembro do ano passado. Inclusive, cheguei por mais de uma vez (tanto pessoalmente, em conversas com amigos, quanto na própria crítica do filme) a c

Henrique Debski
2 de dez. de 20255 min de leitura
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