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48º CINEMA DU RÉEL | COMPILADO – “Blind Song” e “Another Earth”
Nesta publicação, o objetivo é trazer críticas em formato reduzido sobre esses filmes que assisti durante minha cobertura da 48º Cinema du Réel! Imagem de Blind Song . Blind Song (Um Chant Aveugle, 2026) Direção: Stefano Canapa e Natacha Muslera Origem: França Duração: 63 minutos Avaliação: 3/5 A partir do diálogo com uma musicista cega, a dupla de cineastas Stefano Canapa e Natacha Muslera nos levam a uma experiência sensorial pelas sensações da entrevistada. Entrecortand

Henrique Debski
13 de abr.4 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | Mārama, de Taratoa Stappard (Idem, 2026)
Mārama explora a discriminação do povo maori pelas mãos do colonizador, em terror sobre ancestralidade e vingança no seio familiar. Já nos primeiros instantes de Mārama , que chega aos cinemas norte-americanos no dia 17 de abril, senti-me, de alguma maneira, familiarizado ao longa. É que toda a introdução se baseia em ideias e uma proposta já muito amplamente explorada pelo cinema de terror, desde os tempos das primeiras adaptações de Drácula , baseadas na obra homônima de

Henrique Debski
12 de abr.7 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | Levers, de Rhayne Vermette (Idem, 2026)
Como uma fantasia experimental, Levers questiona o cinema contemporâneo a partir de uma experiência sensorial, deixando o espectador à deriva de um universo no qual precisa montar e compreender o quebra-cabeças proposto. O “fazer cinema” é uma prática que, desde seu surgimento, no final do século XIX, se altera constantemente, nos diversos cantos do mundo, alinhado à sociedade local, aos recursos disponíveis, culturas, apreço, e outra enorme série de elementos. Com o passar

Henrique Debski
10 de abr.6 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | Shot Reverse Shot, de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Plan Contraplan, 2026)
Radu Jude e Adrian Cioflâncă revisitam a Romênia da era Ceaușescu em duelo fotográfico, abordando uma visão aos olhos de um estrangeiro, e outra do Estado que o vigiava. Há dois anos, lembro-me de ter assistido no festival Olhar de Cinema, em Curitiba, o interessante documentário I'm Not Everything I Want to Be , de Klára Tasovská, inclusive selecionado como representante da República Checa no Oscar 2026. No filme, a fotógrafa checa Libuše Jarcovjáková revisita memórias do

Henrique Debski
3 de abr.5 min de leitura


48º CINEMA DU RÉEL | I Crossed the Desert with a Gun in Hand, de Laurence Garret (Idem, 2026)
A história de Daniel Torres poderia render um documentário poderoso, mas pelas mãos de Laurence Garret pouco se conta ou mostra, para além da sinopse e conversas aleatórias, com uma câmera desinteressada na luta do personagem retratado. Creio que seja a terceira vez, em menos de um ano, que conto sobre este conselho da professora Michele, quando, no meu segundo período da faculdade de Direito, ela falava sobre pesquisa acadêmica. Com a ressalva das naturais diferenças entre

Henrique Debski
28 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | Moscas, de Fernando Eimbcke (Idem, 2026)
Moscas aborda o luto e o seguir em frente a partir de uma amizade improvável, com sensibilidade em explorar seus personagens a partir do que fazem e sentem, e não necessariamente do que dizem. Moscas se inicia com um primeiro plano levemente colorido, mostrando uma mulher deitada na cama pela manhã, acordando atordoada pelo som de moscas que transitam ao seu redor. A partir do momento em que pega o primeiro objeto comprido disponível para acertar o inseto, que deixa uma mar

Henrique Debski
19 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | Yo (Love is a Rebellious Bird), de Anna Fitch e Banker White (Idem, 2026)
Usando o cinema como terapia e tributo a uma pessoa querida, em Yo (Love is a Rebellious Bird) Anna Fitch declama seu amor pela falecida amiga, experimentando com a linguagem documental, costurando registros e processando o próprio luto. Logo no primeiro plano de Yo (Love is a Rebellious Bird) a diretora Anna Fitch surpreende o espectador através de uma ilusão de ótica pela forma como constrói a imagem. Ao mostrar e caminhar lentamente pela sala de uma casa, mobiliada, sem

Henrique Debski
10 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | IAI, de Zenzo Sakai (遺愛, 2025)
Tratando o envelhecimento da matriarca como uma maldição familiar, IAI começa bem ao falar sobre a inversão da pirâmide social, mas vai se perdendo enquanto tenta tornar sua narrativa mais complexa. O primeiro plano de IAI ilustra o clima denso de um velório, do lado de fora da sala onde se encontra o caixão, em um cemitério. A partir de uma câmera estática, posicionada à distância, observam-se pessoas a entrar na sala a fim de prestar homenagens de despedida póstumas, e co

Henrique Debski
4 de mar.7 min de leitura


CRÍTICA | Blades of the Guardians, de Yuen Woo-Ping (Biao Ren, 2026)
Com vistas a criação de uma grande franquia, Blades of the Guardians sacrifica parte de sua narrativa e deixa aberturas para todos os lados, mas funciona enquanto um épico de ação wuxia pelas mãos do mestre Yuen Woo-Ping. Longe da direção de longas-metragens desde 2018, a notícia do retorno de Yuen Woo-Ping ao cinema de ação era animadora. Responsável por consagrar alguns dos melhores wuxia do cinema de Hong Kong nas décadas de 1970/80/90, ao lado de King Hu, Tsui Hark e a

Henrique Debski
23 de fev.8 min de leitura
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