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CRÍTICA | Jay Kelly, de Noah Baumbach (Idem, 2025)
Em Jay Kelly, Noah Baumbach aborda a paternidade através de um ator de sucesso, mas um pai decadente, questionando as próprias escolhas, relações que não construiu, e imerso em uma crise de vida e identidade crescente. Depois de uma aposta arriscada recentemente, com a comédia satírica Ruído Branco , também para a Netflix, Noah Baumbach optou por um retorno à temática mais tradicional de seu cinema, e sobre a qual melhor se debruçou, até o momento: a família. Também retomando

Henrique Debski
29 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Valor Sentimental, de Joachim Trier (Sentimental Value, 2025)
Em Valor Sentimental, Joachim Trier transforma o cinema em terapia, e a arte como forma de aproximação entre pai e filhas, cicatrizando feridas em uma jornada de arrependimento e perdão. As relações familiares nem sempre são da maneira como desejamos, e poucas famílias reproduzem a dinâmica típica do comercial de margarina, na qual todos se sentam, juntos, felizes e alegremente interagindo entre si, como se não houvesse problemas. Não somos responsáveis, e a nós definitivam

Henrique Debski
27 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Um. Natal. Surreal., de Michael Showalter (Oh. What. Fun., 2025)
Com elenco estelar, e na intenção de direcionar os olhos do público às matriarcas das famílias, Um. Natal. Surreal. joga no seguro em comédia divertida, mas esquecível. Desde o princípio, Um. Natal. Surreal. não esconde sua pretensão em explorar os mais básicos arquétipos do “cinema natalino norte-americano”. Apesar de não constituir-se propriamente como um gênero, ou sequer um subgênero cinematográfico, é nítida a existência de uma enorme quantidade de lançamentos, nos EUA

Henrique Debski
24 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Plano em Família 2, de Simon Cellan Jones (The Family Plan 2, 2025)
Plano em Família 2 perde o brilho do primeiro longa, com uma ameaça vazia, ação pouco inspirada e humor bem mais ingênuo, parecendo se direcionar mais ao público infantil do que a família como um todo. Quando do lançamento do primeiro longa, em 2023, pouco havia de novidade em Plano em Família , quando operava na base mais simples de uma comédia de ação familiar - uma típica produção da Skydance voltada para o streaming (e mais especificamente, para a Apple TV), com a fotog

Henrique Debski
22 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Sonhos de Trem, de Clint Bentley (Train Dreams, 2025)
Sonhos de Trem explora melancolia na solidão de um lenhador no interior dos Estados Unidos, em narrativa poética que aproveita da contemplação para questionar o verdadeiro significado da vida. O destino da solidão pode ser uma bênção ou uma maldição a depender da companhia, e de quem se fala. Às vezes, é melhor encontrar-se sozinho do que com pessoas que sugam sua energia, e destroçam os melhores dos sentimentos e emoções; e, por outro lado, pode, também, ser devastadora.

Henrique Debski
19 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Depois da Caçada, de Luca Guadagnino (After the Hunt, 2025)
Em Depois da Caçada , Luca Guadagnino deseja nos provocar, a partir de um ambiente onde não existe certo ou errado, e muito menos verdades, mas narrativas fabricadas, em direção ao poder e na busca por ambição. No epicentro dos escândalos de assédio sexual que eclodiram ao redor do mundo ao longo da década passada, e especialmente nos Estados Unidos, o movimento Me Too desempenhou função essencial como uma peça de incentivo à mulheres, no sentido de denunciarem as violência

Henrique Debski
17 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | O’Dessa, de Geremy Jasper (Idem, 2025)
Ao propor uma revolução na forma de uma “rock opera”, O’Dessa até começa muito bem, mas aos poucos se entrega aos clichês e conveniências de mais uma distopia adolescente sem personalidade. Desde o ano passado, parece que estamos vivendo em um momento no qual as distopias jovens e adolescentes estão tentando retornar. Nada como foi há cerca de dez anos, quando Jogos Vorazes abriu o precedente para que tantas franquias literárias fossem adaptadas – e a grande maioria sem o m

Henrique Debski
15 de dez. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | Vivo ou Morto, de Rian Johnson (Wake Up, Dead Man, 2025)
Rian Johnson elege a culpa como temática central de Vivo ou Morto , satiriza discursos fanáticos dentro do catolicismo, em ‘whodunit’ bem elaborado – e o mais divertido da franquia Knives Out até o momento. A cada nova entrada na franquia Knives Out , é como se Rian Johnson se sentisse mais confortável dentro de seu universo de “murder mysteries” investigados pelo excêntrico detetive Benoit Blanc, vivido por Daniel Craig. Aos poucos, o cineasta, em seus diferentes casos, ex

Henrique Debski
13 de dez. de 20254 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Entrevista com Fabián Forte, um dos diretores de "Retratos do Apocalipse"
Em conversa com Fabián Forte, o cineasta reflete sobre o cinema de horror, antologias, seu segmento Ratas , parte do longa episódico Retratos do Apocalipse , e o atual momento de dificuldades pelo qual passa o cinema argentino. O interessantíssimo longa-metragem argentino Retratos do Apocalipse representa a visão criativa e ambição artística de três diretores – Fabián Forte, Nicanor Loreti e Luca Castello –, em uma antologia de zumbis produzida com baixíssimo orçamento, e mu

Henrique Debski
11 de dez. de 20258 min de leitura


CRÍTICA | Casa de Dinamite, de Kathryn Bigelow (A House of Dynamite, 2025)
No retorno de Bigelow ao cinema de guerra, os Estados Unidos perdem a invulnerabilidade, em uma provocação sobre a eficácia da segurança nacional e os protocolos para caso sejam atacados. Até certo ponto, existe uma natural tolerância dos norte-americanos em aceitar críticas à cultura do próprio país, principalmente quando advinda de cineastas locais. No entanto, ao questionar sua hegemonia global, e levantar questões quanto à segurança nacional, sem demonstrar heroísmo e p

Henrique Debski
9 de dez. de 20254 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Entrevista com Felipe Hintze (ator) e João Fenerich (ator e produtor), do longa "Consequências Paralelas"
Felipe Hintze e João Fenerich contam sobre a produção de Consequências Paralelas , entre os desafios da composição de seus personagens, as dinâmicas do set, os reconhecimentos, em solo brasileiro e no estrangeiro, e planos para o futuro. João Fenerich e Felipe Hintze em foto no set de Consequências Paralelas . Nesta primeira entrevista do Cineolhar, realizada durante a cobertura do IX Festival MorceGO Vermelho, tive a oportunidade de conversar com Felipe Hintze, ator, e Joã

Henrique Debski
4 de dez. de 202526 min de leitura


CRÍTICA | Wicked – Parte II, de Jon M. Chu (Wicked For Good, 2025)
Wicked – Parte II desperdiça toda a construção do primeiro longa para focar nas conexões com O Mágico de Oz , gerando, para além de inconsistências, resoluções problemáticas. Ainda me lembro muito bem da sensação de encantamento que tive para com o universo de Wicked arquitetado por Jon M. Chu, ao término da primeira parte, em novembro do ano passado. Inclusive, cheguei por mais de uma vez (tanto pessoalmente, em conversas com amigos, quanto na própria crítica do filme) a c

Henrique Debski
2 de dez. de 20255 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Blue Moon, de Richard Linklater (Idem, 2025)
Da alegria empolgante à arrogância, tristeza e tragédia, Richard Linklater, em Blue Moon , desconstrói o compositor Lorenz Hart, através de um poderoso estudo de personagem. Na abertura de Blue Moon , logo antes da primeira cena, Richard Linklater coloca duas citações em tela, parte de relatos verídicos de pessoas distintas enquanto falavam da persona retratada no filme, o genial compositor norte-americano Lorenz Hart. São elas advindas do também compositor Oscar Hammerstei

Henrique Debski
29 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | A História do Som, de Oliver Hermanus (The History of Sound, 2025)
A frieza e distância da direção de Oliver Hermanus em A História do Som torna a reunião de Paul Mescal e Josh O’Connor em drama queer uma experiência esquecível. Como já diz o ditado popular, a expectativa é a mãe da decepção. Quando de sua estreia na prestigiada competitiva de Cannes, lembro-me de que as primeiras reações para com A História do Som foram de pura decepção, especialmente por parte de amigos e colegas que cobriam o festival. E de fato, não posso julgar tal s

Henrique Debski
28 de nov. de 20255 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Idem, 2025)
Por meio da metalinguagem, Guto Parente explora o luto em Morte e Vida Madalena , e encontra no cinema uma forma de terapia e homenagem. A arte, especialmente na forma do cinema, oferece uma vastidão de possibilidades para serem exploradas ao que quer que se tenha a dizer. Enquanto alguns se voltam ao registro da vida em sua realidade, a procurando a partir do documentário, por exemplo; outros buscam refúgio na ficção para a mesma finalidade, executada de outra maneira, ou me

Henrique Debski
26 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Fiume o Morte!, de Igor Bezinovic (Idem, 2025)
Entre o contra-arquivo e a metalinguagem, Igor Bezinovic experimenta com o documentário em Fiume ou Morte! , desconstruindo a figura de Gabrielle D’Annuzio durante sua ocupação de Fiume. Outrora, até pouco depois da Primeira Guerra Mundial, parte da atual cidade de Rijeka, na Croácia, tinha outro nome: Fiume. O território, que ao longo de séculos passou de mão em mão entre governos de francos, austríacos e húngaros, foi palco de um incidente interessante logo após a primeir

Henrique Debski
25 de nov. de 20254 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Um Conto de Pescadores, de Edgar Nito (Un Cuento de Pescadores, 2025)
A maldade e o egoísmo humano movem a invencível antagonista mitológica de Um Conto de Pescadores , enquanto se fortalece a partir do pecado. A tradição hollywoodiana do horror de maldição, como durante muito tempo, e ainda hoje, perdura em diversas produções, quase anualmente, se constrói na intenção da pessoa amaldiçoada buscar, de alguma maneira, pela quebra da maldição e o enfrentamento da entidade sobrenatural que a persegue. Na contramão dessa cartilha, o cinema de hor

Henrique Debski
21 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Idem, 2025)
Mark Jenkin acredita reinventar a roda da viagem no tempo, mas Rose of Nevada apenas recicla ideias batidas e se recusa a dar respostas para soar mais complexo do que realmente é. Já logo na primeira cena de Rose of Nevada , ao mostrar imagens da natureza até a mão do ser humano, ao redor de alguma cidade litorânea na costa britânica, sem qualquer trilha sonora ao fundo, na forma de planos bastante contemplativos durante alguns minutos, já nos oferece uma visão clara do for

Henrique Debski
20 de nov. de 20254 min de leitura


49ª MOSTRA DE SP | Águias da República, de Tarik Saleh (Eagles of the Republic, 2025)
Em Águias da República , Tarik Saleh usa da metalinguagem para explorar o uso do cinema como propaganda, em um Egito autocrático e religioso. Ainda que nascido em Estocolmo, na Suécia, toda a filmografia autoral do cineasta Tarik Saleh direciona o olhar do espectador ao Egito, país natal de seu pai, e com o qual guarda evidente carinho, apesar do regime fascista, e especialmente seu conservadorismo religioso, dos quais não poupa esforços, e palavras, para criticar, agora na

Henrique Debski
19 de nov. de 20254 min de leitura


IX MORCE-GO VERMELHO | Nico, de Salomón Reyes (Idem, 2025)
Em Nico, a abordagem do luto como temática central vem acompanhada de uma série de elementos mal desenvolvidos, em terror descompassado que parece o projeto de um filme inacabado. Tal como a morte costuma ser um elemento muito presente no cinema de terror, desde o primeiro filme do gênero, Le Manoir du Diable (1896), de George Méliès, recentemente sua abordagem muito tem-se voltado, também, ao aspecto do luto. Ainda que o fim da vida seja motivo de enorme temor para muitos

Henrique Debski
17 de nov. de 20254 min de leitura
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